Manual Interativo do EduPrompt

Recursos pedagógicos, metodologias e legislação portuguesa

Sobre este manual interativo

Este documento HTML acompanha o EduPrompt, criador de prompts destinados ao sistema educativo português, e enriquece-o com hiperligações para recursos oficiais portugueses (Direção-Geral da Educação / EduQA, Diário da República, ANQEP) e europeus (Comissão Europeia, JRC, European Schoolnet, OCDE, Conselho da Europa), bem como com referências académicas relevantes para cada metodologia ou enquadramento normativo.

Cada secção pode ser expandida ou recolhida individualmente. O EduPrompt pode ser configurado de acordo com as preferências do professor, através da opção «Aspeto», existente no topo do menu.

Este manual foi criado pelo autor em coautoria com a ferramenta de IA Claude. O texto foi revisto pelo autor, procurando-se continuamente a diminuição do erro. Não existe, assim, a garantia de ausência de erros, sendo que, devido ao desenvolvimento e atualização das tecnologias, bem como à alteração da legislação, as afirmações presentes no texto podem necessitar de atualização. Caso detete alguma incorreção ou tenha propostas de melhoria, contacte o autor pelo email: frcamposri@gmail.com.

Ferramenta: EduPrompt v4 · Autor: Fernando Rui Campos · Licença: MIT & CC BY-NC-SA
Aviso essencial. A inteligência artificial pode produzir informação incorreta ou desatualizada — verifique sempre os resultados antes de os utilizar em sala de aula. Nunca insira nomes, dados pessoais ou informação identificável de alunos, encarregados de educação ou colegas em ferramentas de IA.

Parte I — Enquadramento

A primeira parte situa o EduPrompt no quadro das transformações que a inteligência artificial generativa está a introduzir nas práticas pedagógicas. Apresenta os conceitos básicos, os princípios de utilização e as ligações ao quadro normativo português.

1. Apresentação e objetivos do manual

Este manual destina-se a apoiar professores do ensino básico na utilização pedagógica do EduPrompt, um construtor estruturado de prompts orientado para a educação inclusiva. A ferramenta foi pensada para reduzir a barreira de entrada na utilização de sistemas de IA generativa em contexto escolar, oferecendo um formulário guiado que produz prompts pedagogicamente robustas.

Após a leitura, o docente estará apto a:

  • compreender o que é uma prompt e por que motivo a sua qualidade determina a utilidade da resposta;
  • navegar autonomamente pelas onze secções do EduPrompt;
  • articular o uso da ferramenta com o DL 54/2018, as Aprendizagens Essenciais e o PASEO;
  • aplicar critérios éticos e de proteção de dados pessoais;
  • avaliar criticamente os resultados produzidos por IA.
✔ Como tirar partido deste manual

Leia primeiro as Partes I e II antes de abrir a ferramenta. Estabelecem o enquadramento ético e pedagógico que dá sentido às escolhas técnicas. Use a Parte III como referência aberta enquanto explora o EduPrompt.

2. O que é a Inteligência Artificial Generativa?

A Inteligência Artificial Generativa (IAG) é um ramo da IA cujos sistemas produzem conteúdos novos — texto, imagem, áudio, vídeo ou código — a partir de instruções fornecidas pelo utilizador. Os modelos mais difundidos em educação são os modelos de linguagem de grande escala (LLM — Large Language Models).

O que estes sistemas fazem bem

  • Produzir textos coerentes em português europeu (com afinação);
  • Reformular conteúdos para diferentes níveis de complexidade;
  • Gerar variantes de exercícios a partir de um exemplo;
  • Sugerir estruturas de planificação, rubricas e grelhas;
  • Traduzir entre línguas e adaptar registos.

O que estes sistemas não fazem bem

  • Garantir veracidade de factos, datas, citações;
  • Aceder a informação posterior à data de corte do treino;
  • Aplicar autonomamente o quadro normativo português;
  • Substituir o juízo profissional do docente;
  • Calcular com fiabilidade absoluta.
⚠ Alucinações: o erro disfarçado de certeza

Os modelos podem produzir, com aparência fluente e segura, informação fabricada — citações inexistentes, autores trocados, datas erradas. A redação correta não é prova de exatidão. Verificar é obrigatório.

🔗 Recursos sobre IA Generativa em Educação

3. O que é uma prompt e por que importa o seu desenho

Uma prompt é a instrução escrita que o utilizador envia ao sistema de IA. Equivale à descrição que daríamos a um colega altamente competente, mas que desconhece a turma, a disciplina e o quadro normativo. Quanto mais claros e contextualizados forem os elementos, mais útil será a resposta.

Anatomia de uma prompt pedagógica eficaz

  • Contexto: disciplina, ano, perfil da turma.
  • Tarefa: tipo de material pretendido.
  • Conteúdo: tema, AE, ou texto a trabalhar.
  • Requisitos pedagógicos: medidas, adaptações, PLNM.
  • Abordagens: metodologias, competências, standards.
  • Formato de saída: formato, tom, extensão.
  • Restrições: idioma, exclusão de dados pessoais.
◆ Comparação prática

Prompt pobre: «Faz uma ficha de Português para o 5.º ano sobre adjetivos.»

Prompt estruturada (gerada pelo EduPrompt): «CONTEXTO: És um professor experiente de Português em Portugal, especializado em educação inclusiva (DL 54/2018). Trabalhas com alunos do 5.º ano. TAREFA: Criar ficha diferenciada (3 níveis). CONTEÚDO: Adjetivos qualificativos e numerais; aplicar princípios DUA. REQUISITOS: a) Diferenciação pedagógica; b) Acomodações curriculares; PLNM A2. FORMATO: Ficha formatada | Médio | Acessível/simples. RESTRIÇÕES: Responde sempre em português de Portugal.»

🔗 Recursos sobre Prompt Engineering

4. Por que usar um construtor de prompts?

Os professores enfrentam três obstáculos recorrentes ao integrarem IA generativa: o tempo necessário para construir prompts robustas, a dificuldade em lembrar todos os elementos, e a tendência para prompts demasiado genéricas. O EduPrompt resolve estas dificuldades através de um formulário estruturado.

Vantagens específicas:

  1. guia o docente pelos elementos essenciais;
  2. incorpora automaticamente referências legais e técnicas (DL 54/2018, Art.º 28, QECRL, FCL, Bloom, OCDE 2030);
  3. produz prompts em formato uniforme e reutilizável;
  4. permite gravar localmente para constituição de biblioteca pessoal;
  5. abre diretamente as principais ferramentas de IA.

5. Articulação com o Perfil dos Alunos (PASEO)

O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO), homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, de 26 de julho, define dez áreas de competências que orientam todo o trabalho pedagógico em Portugal.

As dez áreas de competências

  1. Linguagens e textos
  2. Informação e comunicação
  3. Raciocínio e resolução de problemas
  4. Pensamento crítico e pensamento criativo
  5. Relacionamento interpessoal
  6. Desenvolvimento pessoal e autonomia
  7. Bem-estar, saúde e ambiente
  8. Sensibilidade estética e artística
  9. Saber científico, técnico e tecnológico
  10. Consciência e domínio do corpo

Mapeamento entre EduPrompt e PASEO

  • ABP e Resolução de problemas → Pensamento crítico e criativo;
  • Aprendizagem Cooperativa → Relacionamento interpessoal;
  • Design Thinking → Sensibilidade estética e Pensamento criativo;
  • Comunicação → Linguagens e textos / Informação e comunicação;
  • Literacia Digital → Saber científico, técnico e tecnológico;
  • Empreendedorismo → Desenvolvimento pessoal e autonomia.
🔗 Recursos PASEO

6. Articulação com as Aprendizagens Essenciais

As Aprendizagens Essenciais (AE) constituem o referencial curricular de cada disciplina, indicando o que os alunos devem saber, saber fazer e ser capazes de mobilizar em cada ano de escolaridade. Embora o EduPrompt não consulte automaticamente o documento das AE, permite — e recomenda — que o docente as integre no campo «Conteúdo a trabalhar».

Estratégia de utilização com AE

  1. Identifique a Unidade temática ou Domínio das AE da sua disciplina e ano.
  2. Selecione os Descritores de desempenho a trabalhar.
  3. Cole os descritores no campo «Conteúdo a trabalhar».
  4. Combine com as restantes secções (medidas, abordagens, formato).
  5. Verifique se o material gerado responde aos descritores.
✔ Boa prática: AE no campo de conteúdo

Em vez de escrever apenas «substantivos» no campo Conteúdo, cole o descritor das AE: «Identificar e classificar substantivos quanto à subclasse (próprios, comuns, coletivos, concretos, abstratos)». O modelo passa a ter um referente preciso.

🔗 Aprendizagens Essenciais — DGE

7. Princípios pedagógicos subjacentes

O EduPrompt assenta em três princípios pedagógicos centrais: a educação inclusiva, o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e a diferenciação pedagógica.

Educação inclusiva

Tal como configurada pelo DL 54/2018, parte do princípio de que todos os alunos têm direito a uma educação de qualidade e à participação plena no currículo comum.

Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA)

O DUA propõe que os materiais e ambientes de aprendizagem sejam concebidos, à partida, para servir a maior diversidade de alunos. Operacionaliza-se em três princípios:

  • Múltiplos meios de representação: imagens, áudio, texto, manipuláveis, esquemas;
  • Múltiplos meios de ação e expressão: oral, escrita, desenho, vídeo, dramatização;
  • Múltiplos meios de envolvimento: escolha de temas, contextos relevantes, desafio adequado.

Diferenciação pedagógica

Diferenciar é oferecer percursos variados — em conteúdo, processo, produto ou ambiente — que permitam que todos os alunos progridam a partir do ponto em que se encontram.

🔗 Recursos sobre DUA e diferenciação

Parte II — Ética, privacidade e responsabilidade

Utilizar IA em educação implica decisões éticas que afetam alunos, encarregados de educação, colegas e a instituição escolar. Esta parte apresenta princípios fundamentais e regras práticas a observar.

8. Princípios éticos no uso de IA em sala de aula

  • Responsabilidade humana — o docente é responsável final por todo o material, mesmo gerado por IA.
  • Transparência — comunicar à comunidade educativa a utilização de IA.
  • Equidade e ausência de enviesamento — ler criticamente para detetar estereótipos.
  • Centralidade humana — a IA amplia, não substitui o juízo profissional.
  • Não discriminação — garantir que a IA não introduz novas barreiras.
  • Proteção do interesse superior do aluno — respeitar dignidade e autoestima.
🔗 Princípios éticos em IA educativa

9. RGPD aplicado ao uso de IA em educação

O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados e a Lei n.º 58/2019 são aplicáveis a qualquer tratamento de dados pessoais, incluindo interações com sistemas de IA generativa.

O que constitui um dado pessoal

  • nome, apelido;
  • número de aluno, número de processo;
  • morada, telefone, correio eletrónico;
  • informação de saúde, religiosa, étnica;
  • fotografias, vídeos, gravações de voz;
  • resultados de avaliação associados a aluno identificável;
  • relatórios técnico-pedagógicos, programas educativos individuais.
⚠ Dados de saúde: categoria especial

Informação sobre diagnósticos, perturbações do desenvolvimento, dificuldades específicas, perturbações do espetro do autismo, etc., constitui dado pessoal de categoria especial (saúde) ao abrigo do Art.º 9.º do RGPD. Estão sujeitos a regime de proteção reforçado e nunca devem ser inseridos em ferramentas externas de IA.

Boas práticas em conformidade

  1. Use referências genéricas: «aluno com PEA» em vez de «o João, do 5.º A».
  2. Descreva o perfil da turma agregado.
  3. Não cole produções de alunos identificáveis.
  4. Quando adapta um trabalho concreto, anonimize integralmente.
  5. Verifique a política de retenção de dados da plataforma de IA.
  6. Privilegie ferramentas institucionais com contrato de tratamento estabelecido.
✔ Princípio prático: o teste do encarregado de educação

«Se o encarregado de educação visse este texto, sentir-se-ia confortável?» Se a resposta for negativa, generalize ou anonimize antes de prosseguir.

🔗 Proteção de dados em escolas

10. Verificação humana obrigatória

O próprio EduPrompt apresenta, no topo do formulário, um aviso explícito: a IA pode errar e a verificação humana é obrigatória. Aplique sistematicamente.

Lista de verificação após geração

  • Factualidade: datas, nomes próprios, citações, dados estatísticos.
  • Rigor científico: conceitos corretos, sem simplificações enganosas.
  • Língua: português europeu, ortografia, ausência de brasileirismos.
  • Adequação ao DL 54/2018: respeito pelas medidas selecionadas.
  • Enviesamentos: estereótipos, exclusões, juízos desadequados.
  • Alinhamento curricular: conteúdos alinhados com AE.
  • Correção de soluções: chaves de resposta corretas.

11. Propriedade intelectual e atribuição

  • Não cole textos protegidos integrais (capítulos de manuais, livros) no EduPrompt.
  • Indique, ao partilhar materiais, que foram gerados com apoio de IA.
  • Não atribua a alunos como sua autoria texto inteiramente gerado por IA.
  • O EduPrompt está sob CC BY-NC-SA — pode adaptar e partilhar atribuindo o autor.
🔗 Direitos de autor e licenciamento

12. Comunicação com encarregados de educação

A integração de IA beneficia de transparência junto dos encarregados de educação:

  • informar, no início do ano letivo, sobre eventual utilização de ferramentas de IA;
  • esclarecer que não são partilhados dados pessoais dos alunos;
  • manter abertura para dúvidas concretas;
  • envolver agrupamento, direção e coordenador no estabelecimento de práticas comuns.

13. Checklist ética antes de cada utilização

  1. Estou a inserir algum dado pessoal?
  2. Estou a inserir conteúdos protegidos?
  3. Estou consciente de que vou ter de verificar criticamente?
  4. Estou a usar a ferramenta para amplificar, e não substituir?
  5. Vou comunicar aos alunos e EE, quando relevante, que o material foi gerado com apoio de IA?
  6. A finalidade respeita o interesse superior dos alunos?

Parte III — A ferramenta EduPrompt

A terceira parte percorre as onze secções da ferramenta. Pode ser lida integralmente ou usada como referência aberta enquanto explora o EduPrompt.

14. Acesso e visão geral da interface

O EduPrompt está acessível em cardosolopes.net/recursos/eduprompt.html. Não exige registo nem armazena dados em servidor — todo o trabalho é local no navegador.

Estrutura visual

  • Cabeçalho: identificação e versão (v4);
  • Corpo: aviso, exemplos e onze secções colapsáveis, terminando na caixa verde com a prompt gerada;
  • Rodapé: autoria, contacto, licença e data de geração.

À medida que preenche os campos, a prompt vai sendo construída automaticamente.

15. Secção «Contexto»: disciplina e ano

A lista de disciplinas está organizada em três grupos:

  • Pré-escolar (OCEPE): seis áreas das Orientações Curriculares.
  • Disciplinas: lista alfabética dos ensinos básico e secundário.
  • Educação Especial: seis áreas de intervenção.

Selecionar «Outra» permite escrever a designação da disciplina ou Unidade de Competência.

🔗 Currículos e orientações curriculares

15-A. Secção «PASEO — Perfil dos Alunos»

O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO) é o referencial curricular comum a todas as escolas e ofertas educativas, homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, de 26 de julho. Estrutura-se em princípios, visão, valores e áreas de competências. É transversal a todos os ciclos: do 1.º ciclo ao ensino secundário, o que varia é o nível de desenvolvimento esperado, não o conjunto de competências.

Esta secção, colocada logo a seguir ao «Contexto», permite indicar à IA que áreas de competências e que valores do PASEO devem ser privilegiados na tarefa. A seleção é múltipla — uma tarefa mobiliza, em regra, várias competências em simultâneo.

Áreas de Competências (dez)

Cada área pode ser consultada individualmente a partir do ícone ℹ da secção «PASEO» da ferramenta:

  • Linguagens e textos — uso de linguagens verbais, simbólicas e icónicas; leitura, interpretação e produção de textos de diferentes tipos.
  • Informação e comunicação — pesquisa, seleção, organização e comunicação de informação de forma autónoma e crítica.
  • Raciocínio e resolução de problemas — análise de situações, formulação de estratégias e tomada de decisão fundamentada.
  • Pensamento crítico e pensamento criativo — observação, questionamento, argumentação e geração de ideias originais.
  • Relacionamento interpessoal — interação com os outros, trabalho em equipa, gestão de conflitos e empatia.
  • Desenvolvimento pessoal e autonomia — autoconhecimento, autorregulação, definição de objetivos e responsabilidade pelas escolhas.
  • Bem-estar, saúde e ambiente — cuidado consigo, com os outros e com o ambiente; sustentabilidade e estilos de vida saudáveis.
  • Sensibilidade estética e artística — fruição, apreciação e criação artística; valorização do património cultural.
  • Saber científico, técnico e tecnológico — compreensão de fenómenos, uso de instrumentos e aplicação de saberes técnicos e tecnológicos.
  • Consciência e domínio do corpo — perceção e controlo do corpo, motricidade, expressão e atividade física.

Princípios e Valores

  • Responsabilidade e integridade — respeito por si e pelos outros; coerência entre o que se pensa, diz e faz.
  • Excelência e exigência — aspiração ao trabalho bem feito, ao rigor e à superação pessoal.
  • Curiosidade, reflexão e inovação — vontade de aprender, de questionar e de procurar novas soluções.
  • Cidadania e participação — envolvimento ativo na vida da comunidade e exercício consciente da cidadania.
  • Liberdade — autonomia pessoal e responsabilidade nas escolhas, no respeito pela liberdade dos outros.

Como articular com as Aprendizagens Essenciais

O PASEO define para que perfil se educa; as Aprendizagens Essenciais (AE) definem o que cada disciplina deve trabalhar em cada ano. As duas dimensões completam-se: ao preencher o campo «Conteúdo/tema», recomenda-se colar ou resumir as AE da disciplina e do ano em causa, e usar esta secção para indicar que competências do PASEO essa tarefa deve mobilizar. As AE são revistas periodicamente e por disciplina/ciclo, pelo que se deve consultar sempre a versão em vigor na página da DGE (ver «Legislação e Normativos»).

🔗 Documentos de referência

16. Secção «Planificação Temporal»

Esta secção permite calibrar o material gerado ao tempo real de trabalho. Começa por escolher o âmbito da planificação, que reconfigura os campos seguintes:

  • Aula / Sequência — para uma temática ou unidade didática curta;
  • Planificação anual — para uma disciplina ao longo de um ano;
  • Planificação plurianual — para um ciclo ou intervalo de anos (típico do agrupamento).

Âmbito «Aula / Sequência»

O modo predefinido, com três campos para dimensionar uma atividade ao tempo disponível:

  • Duração do tempo letivo: 30, 45, 50, 60, 90 ou 120 minutos;
  • Tempos por semana: número de tempos letivos semanais;
  • Número de aulas para a temática: total de tempos previstos para a unidade.

Âmbito «Planificação anual»

Para planificar uma disciplina num ano letivo. A IA recebe a instrução de distribuir os conteúdos e produzir uma planificação anual (não uma ficha de aula). Campos:

  • Tipo de ensino: Regular (a IA distribui pelos domínios das Aprendizagens Essenciais e pelos períodos) ou Profissional (a IA organiza por módulos/UFCD, considerando o limite habitual de 25 ou 50 horas por UFCD na componente técnica, salvo qualificações já revistas no CNQ);
  • Horas totais previstas: campo numérico aberto (ex.: 200). Referências habituais: disciplina anual ~150–320 h;
  • Tempos por semana e semanas letivas: opcionais — se preencher, a IA calcula a carga a partir destes valores;
  • Nº de aulas/tempos do ano: opcional — se deixar vazio, a IA calcula a partir dos tempos/semana × semanas;
  • Organização: Por períodos ou Semestral (ver abaixo);
  • Nº real de aulas por período/semestre e motivo da assimetria (ver «O real e não o ideal»).

Âmbito «Planificação plurianual»

Para um ciclo completo ou um intervalo de anos — a perspetiva típica de um agrupamento que planifica disciplinas de continuidade (Português, Matemática). Em vez de um número fixo de anos, indica-se um intervalo livre:

  • Ano inicial e Ano final (de 1.º a 12.º). Cobre qualquer combinação: 1.º–4.º, 5.º–6.º, 7.º–9.º, 10.º–12.º, 1.º–9.º, 1.º–12.º, etc. Se inverter a ordem, o EduPrompt corrige automaticamente;
  • O número de anos é calculado e a prompt indica os ciclos abrangidos;
  • Articulação vertical: quando o intervalo atravessa mais do que um ciclo, a prompt instrui a IA a assegurar a continuidade entre ciclos, com atenção aos anos de transição (4.º→5.º, 6.º→7.º, 9.º→10.º);
  • Nível de detalhe: para intervalos longos (5 ou mais anos), a prompt pede um plano de alto nível — linhas mestras de progressão por ano e por ciclo —, não uma planificação aula a aula;
  • Mantém todos os campos do âmbito anual (tipo de ensino, horas, organização, assimetria) mais a possibilidade de descrever diferenças entre anos.

Organização: por períodos ou semestral

Algumas disciplinas (por exemplo, TIC) organizam-se por semestres, com ratificação da avaliação no final do ano. Ao escolher Semestral, o EduPrompt limita a estrutura a dois momentos, ajusta os rótulos para «semestre» e a prompt passa a referir a ratificação anual. Em modo Por períodos, mantém-se a lógica trimestral habitual.

O real e não o ideal

A planificação raramente corresponde ao cenário ideal de aulas iguais e ininterruptas. O EduPrompt permite refletir o calendário real:

  • Assimetria entre períodos/semestres: pode indicar o número real de aulas efetivas em cada período/semestre. Os campos surgem dinamicamente (dois ou três, consoante a organização). Quando preenchidos, a prompt instrui a IA a respeitar essa assimetria e a não sobrecarregar o período mais curto;
  • Motivo da assimetria: campo de texto livre para explicar a causa (feriados, provas globais, exames, avaliação externa);
  • Diferenças entre anos (apenas no plurianual): a prompt inclui sempre a instrução de que os anos não têm necessariamente o mesmo número de aulas, e há um campo livre para detalhar (por exemplo, anos com provas de aferição têm menos aulas).

Todos estes campos são opcionais: se nada for preenchido, a planificação assume uma distribuição equilibrada. Note ainda que o número de semanas letivas é sempre uma estimativa que varia com o calendário escolar de cada ano, pelo que os totais devem ser tratados como aproximados.

16-A. Planificação Temporal — guia de configuração e cálculo

Esta secção detalha, passo a passo, como configurar cada cenário de planificação e como o sistema trata os números. Complementa o capítulo anterior com exemplos concretos.

Quem faz as contas: o EduPrompt ou a IA?

É importante perceber a divisão de trabalho. O EduPrompt não calcula internamente o número de aulas — limita-se a recolher o que indica e a construir uma instrução clara. É a IA que, ao receber a prompt, faz a aritmética quando necessário. Quando deixa o nº de aulas em branco mas indica tempos/semana e semanas letivas, a prompt diz explicitamente à IA para multiplicar um pelo outro. Por isso, o resultado é uma estimativa fundamentada, não um valor oficial.

Regras de precedência

Quando vários campos coexistem, o sistema segue esta ordem:

  • Carga horária: se preencher «Horas totais», é esse o valor usado; só se estiver vazio é que a IA calcula a carga a partir de «tempos/semana × semanas letivas»;
  • Número de aulas: se preencher «Nº de aulas/tempos do ano», esse valor prevalece; se o deixar vazio mas tiver indicado tempos/semana e semanas, a prompt pede à IA que calcule o número de aulas (tempos/semana × semanas);
  • Assimetria por período/semestre: só entra na prompt se preencher pelo menos um dos campos de aulas por período. Caso contrário, a IA assume distribuição equilibrada.

Organização: 3 períodos vs semestral

A escolha em «Organização» muda a estrutura e a linguagem da prompt:

  • Por períodos: mantém a lógica trimestral. O seletor permite 1, 2 ou 3 períodos. A prompt fala de «períodos letivos»;
  • Semestral: o sistema limita a estrutura a dois momentos (desativa a opção «3»), muda os rótulos para «semestre» e acrescenta à prompt a indicação de que a avaliação é ratificada no final do ano letivo.

Exemplo 1 — TIC organizada por semestres (planificação anual)

Disciplina semestral típica. Configuração sugerida:

  • Âmbito: Planificação anual;
  • Tipo de ensino: Regular;
  • Organização: Semestral;
  • Semestres: 2;
  • Horas totais (ou tempos/semana + semanas, deixando a IA calcular);
  • Duração do tempo letivo: 50 ou 90 minutos, conforme o horário.

Resultado: a IA distribui os conteúdos por dois semestres e considera a ratificação anual da avaliação.

Exemplo 2 — Matemática do 7.º ao 9.º por semestres (plurianual)

Plano de continuidade de um agrupamento, em organização semestral:

  • Âmbito: Planificação plurianual;
  • Ano inicial: 7.º; Ano final: 9.º (o sistema reconhece 3 anos, todos no 3.º ciclo);
  • Tipo de ensino: Regular;
  • Organização: Semestral; Semestres: 2.

Resultado: a IA produz um plano para os três anos, distribuído por semestres, garantindo progressão e articulação vertical. Como o intervalo fica dentro de um único ciclo, não são acionadas notas de transição entre ciclos.

Exemplo 3 — Discrepância de aulas entre o 1.º e o 2.º semestre

Quando os semestres têm número de aulas diferente (o caso real mais frequente):

  • Defina Organização: Semestral e Semestres: 2;
  • Surgem dois campos dinâmicos — preencha, por exemplo, 1.º semestre: 32 e 2.º semestre: 26;
  • No motivo da assimetria, escreva a causa (ex.: «2.º semestre mais curto por exames e avaliação externa»).

Resultado: a prompt transmite a distribuição real e instrui a IA a respeitar a assimetria, sem sobrecarregar o semestre mais curto.

Exemplo 4 — Atividades extracurriculares que ocupam aulas

Visitas de estudo, atividades do Plano Anual de Atividades ou provas globais ocupam tempos letivos que não dão matéria nova. O EduPrompt não tem (ainda) um campo dedicado a este desconto, mas pode refleti-lo com os campos existentes de duas formas:

  • Recomendada: no «nº real de aulas por período/semestre», indique já o número líquido — ou seja, as aulas efetivamente disponíveis para conteúdos, depois de descontar as ocupadas por atividades. Ex.: se o período tem 30 tempos mas 4 são para uma visita de estudo e revisões, indique 26;
  • No motivo da assimetria, registe o contexto (ex.: «menos 4 aulas por visita de estudo e atividades do PAA»), para que a IA compreenda a razão e não tente «recuperar» o tempo.

Assim, a planificação reflete o tempo real para conteúdos, não o tempo teórico do horário.

Anos com número de aulas diferente (plurianual)

Num plano plurianual, cada ano tem o seu calendário. A prompt inclui sempre a indicação de que os anos não têm necessariamente o mesmo número de aulas; e o campo «diferenças entre anos» permite detalhar (ex.: «o 9.º ano tem menos aulas por causa das provas finais»). A IA trata cada ano segundo o seu contexto, em vez de assumir anos iguais.

17. Secção «Medidas Universais» (DL 54/2018, Art.º 8.º)

Medidas para todos os alunos. Cinco alíneas:

  • a) Diferenciação pedagógica — variantes para diferentes níveis;
  • b) Acomodações curriculares — ajustes sem alterar objetivos;
  • c) Enriquecimento curricular — extensões para altas capacidades;
  • d) Promoção do comportamento pró-social — competências socioemocionais;
  • e) Intervenção académica ou comportamental — apoio específico.

O DUA como base das medidas universais

As medidas universais e o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) não são dois sistemas paralelos: o DUA é a abordagem proativa que dá corpo às medidas universais. Em vez de esperar que um aluno encontre uma barreira para então reagir, o DUA propõe que o recurso seja concebido, à partida, para a maior diversidade possível de alunos. Quando isso acontece, muitas necessidades são respondidas logo ao nível universal — reduzindo o recurso a medidas seletivas ou adicionais, que são, por natureza, reativas. É esta a lógica de progressão do DL 54/2018: quanto mais forte o desenho universal, menor a necessidade de diferenciação reforçada.

Os três princípios do DUA articulam-se diretamente com as alíneas do Art.º 8.º tal como o EduPrompt as operacionaliza:

Princípio DUAMedida universal associadaConcretização no EduPrompt
Representação (o «o quê» da aprendizagem) — apresentar a informação em múltiplos formatos.a) Diferenciação pedagógica
b) Acomodações curriculares
Variantes para diferentes níveis e ajustes de formato, tempo ou materiais sem alterar os objetivos essenciais.
Ação e expressão (o «como») — permitir diferentes formas de demonstrar a aprendizagem.a) Diferenciação pedagógica
e) Intervenção académica
Múltiplos meios de resposta (oral, escrito, prático) e reforço estruturado de conceitos-base.
Envolvimento (o «porquê») — estimular a motivação e a persistência.c) Enriquecimento curricular
d) Comportamento pró-social
Extensões desafiantes para quem domina os conteúdos e momentos de reflexão e trabalho colaborativo.

Esta articulação não é rígida — uma mesma alínea pode servir mais do que um princípio — mas ajuda a perceber porque cada medida universal existe. Ao selecionar medidas universais no EduPrompt, está, na prática, a instruir a IA para aplicar princípios DUA ao recurso gerado.

🔗 DL 54/2018 e medidas universais

18. Secção «Medidas Seletivas» (Art.º 9.º)

Medidas que requerem decisão fundamentada da EMAEI:

  • a) Percursos Curriculares Diferenciados;
  • b) Adaptações Curriculares Não Significativas (ACNS);
  • c) Apoio psicopedagógico;
  • d) Antecipação e reforço das aprendizagens;
  • e) Apoio tutorial.

19. Secção «Medidas Adicionais» (Art.º 10.º)

Medidas para alunos cujas necessidades exigem alterações significativas ao currículo:

  • a) Frequência do ano por disciplinas;
  • b) Adaptações Curriculares Significativas (ACS);
  • c) Plano Individual de Transição (PIT);
  • d) Metodologias de ensino estruturado (TEACCH, ABA, Modelo Denver);
  • e) Competências de autonomia pessoal e social.
🔗 Medidas adicionais e ensino estruturado

20. Secção «Adaptações de Avaliação» (Art.º 28.º)

Dez tipos de adaptações ao processo de avaliação interna e externa:

  1. Diversificação de instrumentos (inquéritos, entrevistas, vídeo/áudio);
  2. Formatos acessíveis (Braille, relevo, Daisy, digital);
  3. Interpretação em LGP;
  4. Produtos de apoio (tecnologias);
  5. Tempo suplementar;
  6. Transcrição de respostas;
  7. Leitura de enunciados;
  8. Sala separada;
  9. Pausas vigiadas;
  10. Código de cores.
⚠ Coerência

As adaptações de avaliação devem corresponder àquelas formalmente aprovadas no Relatório Técnico-Pedagógico. Usar o EduPrompt para gerar uma ficha adaptada não substitui o circuito formal de decisão da EMAEI.

🔗 Adaptações de avaliação — IAVE e DGE

21. Secção «PLNM»: Português Língua Não Materna

Os níveis seguem o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECRL):

  • A0: sem conhecimentos; vocabulário visual essencial, apoio bilingue;
  • A1: iniciação; vocabulário de alta frequência, frases muito simples;
  • A2: elementar; evita expressões idiomáticas, glossário;
  • B1: intermédio; pode usar vocabulário técnico se explicado;
  • B2: independente; pequenas adaptações;
  • C1: proficiente; linguagem normal.
🔗 PLNM e QECRL

22. Secção «Abordagens Pedagógicas»

Quatro blocos combináveis. (Aprofundamento detalhado na secção «Metodologias em detalhe» mais abaixo.)

Bloco 1 — Metodologias ativas

ABP, Aprendizagem Baseada em Problemas, Sala de Aula Invertida, Gamificação, Aprendizagem Cooperativa, Design Thinking.

Bloco 2 — Future Classroom Lab (FCL)

Seis zonas de aprendizagem: Investigar, Criar, Apresentar, Interagir, Trocar, Desenvolver.

Bloco 3 — Competências do Século XXI

Criatividade, Pensamento Crítico, Comunicação, Colaboração, Literacia Digital (DigComp), Empreendedorismo (EntreComp).

  • Criatividade e Inovação — geração de ideias originais, pensamento divergente.
  • Pensamento Crítico — análise, avaliação de evidências, argumentação fundamentada.
  • Comunicação — expressar ideias com clareza, adaptar ao público, usar múltiplos formatos.
  • Colaboração — trabalhar em equipa, escutar, negociar, gerir conflitos.

(Aprofundamento detalhado de cada competência na secção «Metodologias em detalhe».)

Bloco 4 — Standards e frameworks

OCDE 2030, Taxonomia de Bloom, STEAM/Interdisciplinaridade.

→ Saltar para «Metodologias em detalhe»

23. Secção «Tarefa»: o que vai produzir

Cerca de 30 opções organizadas em sete grupos:

  • Diferenciação e Adaptação (5 opções);
  • Fichas e Exercícios (4 opções);
  • Avaliação (5 opções);
  • Planificação (4 opções);
  • Recursos Pedagógicos (4 opções);
  • Feedback e Acompanhamento (3 opções);
  • Pedagogia Inovadora (8 opções).
⚠ Limites do que se cola no Conteúdo
  • Não cole textos extensos protegidos por direitos de autor;
  • Não cole produções de alunos identificáveis;
  • Não cole RTP, PEI, conteúdos de saúde.

24. Secção «Formato de Saída»

Três campos:

  • Formato: 11 opções (texto corrido, lista, tabela, ficha, grelha, rubrica, guião, esquema, slides, flashcards);
  • Tom: 4 registos (profissional/claro, formal/técnico, acessível/simples, objetivo/direto);
  • Extensão: 5 escalões (de muito curto a extenso).

25. Secção «Otimização da Prompt»

Técnicas básicas

  • Pensa passo a passo — útil em problemas complexos;
  • Apresenta alternativas — 2-3 variantes para escolher;
  • Justifica as escolhas — explicação pedagógica;
  • Faz perguntas de clarificação — em vez de inventar;
  • Rigor factual (não inventar dados) — instrui o modelo a não inventar factos, citações ou referências e a assinalar o que é incerto. Resposta direta às imprecisões reportadas por utilizadores;
  • Materiais visuais em português — garante que o texto presente em imagens, esquemas, diagramas e legendas é gerado em português europeu, evitando materiais com texto em inglês.

Verbalized Sampling

Anteriormente designada nesta ferramenta por «Verbalized Learning». Técnica avançada de amostragem diversificada, introduzida em 2025 por uma equipa de investigação que inclui investigadores da Universidade de Stanford. Foi concebida para atenuar o mode collapse — a tendência dos modelos de linguagem para devolverem sempre a resposta «mais típica» — pedindo ao modelo uma amostra de várias respostas distintas, cada uma com a sua probabilidade:

  • K (3-8): número de alternativas a gerar;
  • Probabilidade verbalizada: para cada alternativa, o modelo estima a probabilidade de ser a sua resposta por defeito, privilegiando a diversidade real;
  • Perfil de avaliação: Analítico, Pedagógico, Criativo, Minimalista;
  • Apresentação: apenas a melhor ou todas com scores.
🔗 Referência

STORM — questionamento multi-perspetiva

O STORM é um método desenvolvido na Universidade de Stanford para produzir conteúdos completos e bem fundamentados. A ideia central é simples: antes de escrever, vale a pena perguntar de vários ângulos diferentes. Em vez de partir diretamente para o material, o modelo assume sucessivamente várias perspetivas — cada uma com as suas preocupações próprias — e dessas perspetivas levanta perguntas que tornam o recurso mais rigoroso, mais inclusivo e menos enviesado.

No EduPrompt, o STORM foi adaptado ao contexto pedagógico português e funciona em dois modos, à escolha do docente:

  • Modo Ligeiro: a IA levanta as perguntas das várias perspetivas e para, à espera das suas respostas antes de produzir o material. Dá-lhe controlo total sobre o resultado. Caso não responda a alguma pergunta, o modelo assume um pressuposto razoável e assinala-o;
  • Modo Completo: a IA percorre todo o processo de uma vez — formula as perguntas, responde-lhes com base num contexto plausível (assinalando os pressupostos), organiza um esquema (outline) e desenvolve o material final. Útil quando se pretende rapidez e um recurso rico de partida.

As perspetivas são selecionáveis, para ajustar o questionamento à situação:

  • Especialista da disciplina — rigor científico e ligação às Aprendizagens Essenciais;
  • Professor inclusivo (DL 54/2018) — acessibilidade universal (DUA) e adequação às medidas de suporte;
  • Aluno com dificuldades / NEE — clareza das instruções, carga cognitiva e pontos de possível frustração;
  • Aluno curioso / altas capacidades — desafio, aprofundamento e ligações interdisciplinares;
  • Avaliador — alinhamento entre objetivos, atividades e critérios;
  • Encarregado de educação — compreensibilidade do propósito e articulação escola-família.

A profundidade (2 a 5 perguntas por perspetiva) regula a extensão do questionamento. O STORM e o Verbalized Sampling são mutuamente exclusivos: como ambos alteram o processo de resposta do modelo, ativar um desativa automaticamente o outro, mantendo a prompt coerente.

🔗 Referências primárias

26-27. Exemplos pré-configurados, saídas e integrações

O EduPrompt inclui 38 exemplos pré-configurados que cobrem Português (todos os anos), DUA aplicado, Verbalized Sampling, várias disciplinas, pré-escolar e educação especial. Cada exemplo preenche não só a disciplina, o ano, a tarefa e o conteúdo, mas também — sempre que adequado — as áreas de competências e os valores do PASEO, as medidas de suporte do DL 54/2018, as adaptações da avaliação e o formato de saída. Ao carregar um exemplo, o formulário é integralmente reposto antes de aplicar as novas seleções, pelo que não há herança de escolhas de exemplos anteriores.

Saídas disponíveis

  • Copiar para clipboard;
  • Gravar localmente (nome automático Disciplina_Ano_Tarefa_Data.txt);
  • Imprimir / PDF e Copiar com variações (ver Parte III-A);
  • Abertura direta: ChatGPT, Copilot, Gemini, Claude;
  • Plataformas educativas: Microsoft 365, Google Classroom.
🔗 Plataformas de IA

27-A. Articulação com os procedimentos formais da escola

O EduPrompt apoia a conceção de materiais, mas não substitui o circuito formal de identificação e mobilização de medidas de suporte. As medidas que o utilizador seleciona na ferramenta só devem ser aplicadas a um aluno concreto quando já foram formalmente decididas pela escola. O circuito previsto no Decreto-Lei n.º 54/2018 é, em síntese, o seguinte:

  1. Identificação (Art.º 20.º): qualquer interveniente no processo educativo (docente, encarregado de educação, técnico, o próprio aluno) comunica ao diretor a eventual necessidade de medidas de suporte. O diretor solicita à EMAEI a análise da situação.
  2. Análise pela EMAEI (Art.º 12.º): a Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva analisa as evidências e decide. Se conclui que bastam medidas universais, devolve o processo sem elaborar relatório.
  3. Relatório Técnico-Pedagógico — RTP (Art.º 21.º): se forem necessárias medidas seletivas ou adicionais, a EMAEI elabora o RTP, no prazo de 30 dias úteis. O RTP identifica os fatores que facilitam e dificultam a aprendizagem, as medidas a mobilizar, a sua operacionalização (objetivos, metas, indicadores), os responsáveis e os momentos de avaliação da eficácia. É submetido à concordância dos pais e homologado pelo diretor.
  4. Programa Educativo Individual — PEI: elaborado apenas quando o aluno necessita de adaptações curriculares significativas (medida adicional). O PEI integra-se no RTP e contém as competências e aprendizagens a desenvolver e as estratégias de ensino e avaliação.
  5. Plano Individual de Transição — PIT: complementa o PEI nos três anos anteriores ao fim da escolaridade obrigatória, sempre que estejam em causa adaptações curriculares significativas, preparando a transição para a vida pós-escolar.
✔ Como usar isto na prática

Ao preparar materiais para um aluno com medidas seletivas ou adicionais, abra o respetivo RTP/PEI e use-o para preencher o campo «Conteúdo/tema»: indique as medidas já homologadas, os objetivos definidos e o perfil do aluno. Assim a IA gera materiais coerentes com o que foi formalmente decidido, e não com base em pressupostos genéricos.

🔗 Procedimentos e modelos

27-B. Adaptações Curriculares: ACNS e ACS

O termo «adequações curriculares» pertencia ao anterior Decreto-Lei n.º 3/2008, já revogado. O Decreto-Lei n.º 54/2018 usa a designação adaptações curriculares e distingue dois tipos, que não devem ser confundidos:

Adaptações Curriculares Não Significativas (ACNS) — medida seletiva

Não comprometem as aprendizagens essenciais previstas para o ano de escolaridade. O aluno trabalha o mesmo currículo, mas com ajustes na forma de acesso, na metodologia ou nos instrumentos. Exemplos práticos:

  • Reduzir o número de itens de uma ficha sem reduzir os conteúdos avaliados;
  • Apresentar enunciados com frases curtas, vocabulário controlado e um só comando por questão;
  • Disponibilizar um glossário dos termos técnicos ou um quadro-resumo de apoio;
  • Aceitar resposta oral ou em esquema quando o objetivo não é avaliar a escrita;
  • Destacar visualmente a informação-chave (negrito, caixas, código de cores).

Adaptações Curriculares Significativas (ACS) — medida adicional

Alteram as aprendizagens essenciais do ano de escolaridade, substituindo-as por aprendizagens definidas no PEI, ajustadas ao perfil do aluno. Implicam sempre a elaboração de um PEI. Exemplos práticos:

  • Substituir o objetivo «resolver equações do 1.º grau» por «usar a adição e a subtração em situações funcionais do quotidiano»;
  • Definir, em vez do programa da disciplina, competências de autonomia pessoal e social (gerir a rotina, fazer compras simples, usar transportes);
  • Trabalhar vocabulário funcional (alimentação, higiene, segurança) em lugar dos conteúdos disciplinares previstos.

Parte III-A — Produtividade e ecossistema

Esta parte reúne as funcionalidades que aceleram o trabalho do dia a dia: ajustar o nível de complexidade da interface, guardar e organizar configurações em coleções pessoais, partilhá-las entre colegas, gerar rapidamente alternativas ao recurso e imprimir ou exportar em PDF. Termina com a integração entre o EduPrompt e o Repositório de prompts, que fecha o ciclo de reutilização.

Níveis de funcionalidades (simplificar ou ampliar a interface)

Para que a ferramenta seja simples para quem está a começar e completa para quem quer tudo, o EduPrompt oferece níveis de funcionalidades, escolhidos no painel «⚙ Aspeto», na secção Funcionalidades. A escolha fica guardada neste navegador.

Os três níveis

  • Básico (ativo por defeito na primeira utilização) — mostra apenas o essencial: preencher o formulário, gerar o pedido, copiar e abrir nos assistentes de IA. Oculta os modelos, as exportações e o Perfil do Agrupamento.
  • Intermédio — acrescenta as coleções de modelos e as funções de exportar/importar; mantém oculto o Perfil do Agrupamento.
  • Total — mostra todas as funcionalidades, incluindo o Perfil do Agrupamento.

Modo Personalizado

Por baixo dos três níveis, a opção «Personalizar…» abre interruptores individuais para ligar ou desligar cada conjunto — Modelos, Exportar/Importar/Texto e Perfil do Agrupamento — de forma independente. Ao mexer nestes interruptores, o nível passa automaticamente a «Personalizado».

Sugestão. Comece no nível Básico e suba para Intermédio ou Total à medida que precisar de guardar configurações ou de definir o contexto do agrupamento. Pode voltar a simplificar a qualquer momento.

Coleções pessoais: os meus modelos

Sempre que monta uma configuração — disciplina, ano, áreas e valores do PASEO, medidas do DL 54/2018, objetivos, tarefa e formato — pode guardá-la como modelo para reutilizar mais tarde num clique. É especialmente útil para quem leciona várias disciplinas ou anos e repete enquadramentos com frequência.

Como guardar

Na barra «⭐ Os meus modelos» (visível nos níveis Intermédio e Total), clique em «💾 Guardar atual». Abre-se um pequeno formulário onde indica a pasta (por exemplo «Matemática 8.º»; deixar vazio coloca o modelo em «Sem pasta») e o nome do modelo. A pasta sugerida é, por defeito, a disciplina e o ano já selecionados. Este formulário funciona em qualquer dispositivo, incluindo telemóvel.

Coleções por pastas

Os modelos aparecem no menu agrupados por pasta, e cada entrada mostra o caminho completo no formato Pasta › Nome. As pastas nascem simplesmente por se escrever um nome ao guardar e desaparecem quando deixam de ter modelos — não há gestão de pastas em separado. Para usar um modelo, basta selecioná-lo: o formulário é preenchido e a prompt regenerada.

Eliminar

Com um modelo selecionado, o botão «🗑️ Eliminar» remove-o após confirmação.

Onde ficam guardados? Os modelos são guardados apenas neste dispositivo e navegador (armazenamento local). Não são enviados para nenhum servidor. Por isso não passam automaticamente para outro computador — para isso existem o «Exportar» e o «Importar», descritos a seguir.

Exportar, importar e partilhar entre docentes

Como os modelos são locais, o EduPrompt permite movê-los entre dispositivos e partilhá-los com colegas de duas formas: por ficheiro ou por texto (copiar/colar). Estas opções aparecem nos níveis Intermédio e Total.

Exportar (ficheiro)

O botão «⬇️ Exportar» gera um ficheiro eduprompt-modelos.json com todas as suas coleções e modelos. Pode guardá-lo, colocá-lo numa pen ou na nuvem da escola, ou enviá-lo a um colega.

Importar (ficheiro)

O botão «⬆️ Importar» lê um ficheiro exportado e junta os modelos aos que já tem: acrescenta os novos e atualiza os que tiverem nome igual. Não apaga o que já existe, pelo que a importação é segura.

Partilhar por texto (ideal para telemóvel)

Em telemóvel nem sempre é fácil localizar o ficheiro exportado. Por isso existe o botão «📝 Texto»: abre uma janela com todo o conteúdo em texto. No dispositivo de origem, clique em «📋 Copiar» e cole o texto onde for cómodo (Notas, Mensagens, email para si próprio). No outro dispositivo, abra a mesma janela «📝 Texto», apague o que estiver, cole o texto copiado e clique em «✓ Aplicar texto colado». Os modelos juntam-se aos existentes, tal como na importação por ficheiro.

Trabalho colaborativo no grupo disciplinar

Qualquer destas vias permite que um grupo disciplinar construa um conjunto comum de modelos (por ano e tipo de tarefa) e o distribua a todos os docentes, garantindo coerência de critérios sem necessidade de plataformas ou contas.

Privacidade. Os modelos guardam apenas opções pedagógicas (disciplina, ano, medidas, formato, etc.). Mantenha o princípio de nunca incluir nomes ou dados pessoais de alunos nos campos de texto — assim os ficheiros e textos partilhados ficam isentos de dados pessoais.

Perfil do Agrupamento e enquadramento institucional

No nível Total (ou ativando-o no modo Personalizado), surge a secção «🏫 Perfil do Agrupamento/Escola». Serve para dar à IA o contexto estável da sua escola, de modo a que os recursos fiquem mais alinhados com os documentos estruturantes.

O que preencher

São campos curtos e opcionais: nome do agrupamento, prioridades do Projeto Educativo, eixos do Plano Anual de Atividades, regras-chave do Regulamento Interno e valores/lema. Preenche-se uma vez; fica guardado neste dispositivo e é reposto automaticamente. Quando a opção «Incluir o perfil nos prompts» está ativa, este contexto é acrescentado a cada pedido.

Documentos extensos (planificações, PE completo)

Os documentos longos não devem ser colados no perfil. Em vez disso, junto ao conteúdo da tarefa existe a opção «📎 Vou anexar documentos no assistente». Quando marcada, o pedido instrui a IA a ter em conta os ficheiros que anexar diretamente no assistente (por exemplo, a planificação) e a alinhar o recurso com eles. O NotebookLM é particularmente indicado para trabalhar sobre documentos carregados.

Partilhar o perfil

Tal como os modelos, o perfil pode ser partilhado por ficheiro (Exportar/Importar) ou por texto («📝 Texto»). Assim, um agrupamento pode preencher o perfil uma vez e distribuí-lo a todos os docentes.

Atenção. O perfil deve conter apenas orientações pedagógicas e institucionais de caráter público. Não inclua dados pessoais de alunos nem documentos confidenciais. Mantenha os textos curtos (1 a 2 linhas por campo); para detalhe extenso, use a opção de anexar documentos.

Criação facilitada de alternativas à prompt

Junto à prompt gerada, o botão «🔀 Copiar c/ variações» copia o pedido já acompanhado de uma instrução para a IA produzir três versões do mesmo recurso com graus de dificuldade diferentes — apoio/mais acessível, intermédio e desafio/aprofundamento — mantendo o mesmo objetivo de aprendizagem e indicando para que aluno cada versão é mais adequada.

É uma forma rápida de obter material diferenciado num único pedido, particularmente alinhada com a diferenciação pedagógica prevista no DL 54/2018 e com a gestão de turmas heterogéneas. Depois de copiar, basta colar no assistente de IA habitual.

Imprimir e exportar em PDF

O botão «🖨️ Imprimir / PDF» abre uma página formatada com um cabeçalho (disciplina, ano, tarefa e data) seguido do pedido a enviar à IA e do aviso de segurança. A partir daí pode imprimir ou, no diálogo de impressão do navegador, escolher «Guardar como PDF».

É útil para anexar a uma planificação, arquivar no dossier ou partilhar em reunião de grupo. Na primeira utilização, o navegador pode pedir autorização para abrir a janela de impressão.

Integração com o Repositório de prompts

O EduPrompt integra-se com o Repositório de prompts, que reúne pedidos já criados e permite filtrá-los por disciplina, ano, modalidade, áreas do PASEO e medidas do DL 54/2018. Esta ligação fecha o ciclo de reutilização do ecossistema.

Reabrir no EduPrompt

A partir de um registo do Repositório, a opção «Reabrir no EduPrompt» abre a ferramenta com os campos já pré-preenchidos (disciplina, ano, tarefa, conteúdo, formato, áreas e valores do PASEO e medidas de suporte que sejam reconhecidos). O docente pode então ajustar o que precisar e gerar uma nova prompt, em vez de recomeçar do zero. Quando a ferramenta é aberta desta forma, os parâmetros recebidos têm prioridade sobre o rascunho automático.

O ciclo completo

  • Criar no EduPrompt e enviar à IA;
  • Registar (o pedido pode ficar arquivado no Repositório);
  • Reutilizar mais tarde — reabrindo um registo do Repositório, ou carregando um modelo das suas coleções pessoais;
  • Partilhar os modelos com colegas por exportação/importação.
🔗 Ecossistema

Que ferramenta de IA usar: capacidades, limites e estratégias

A prompt que o EduPrompt gera é neutra de propósito: serve qualquer assistente de IA. O que muda de ferramenta para ferramenta — e, sobretudo, de licença para licença — é o que cada uma consegue fazer com essa prompt. Este capítulo ajuda a escolher e a tirar partido de cada uma. Princípio orientador: pensar por capacidades (gera imagem? raciocina? trabalha ancorado em fontes? que limites?), e não por marca, porque os modelos e os planos mudam de mês para mês.

Os planos gratuitos: a «janela boa» e os limites

Em vários assistentes, as primeiras mensagens correm no melhor modelo e, atingido um limite, a qualidade desce ou o acesso fica travado durante algumas horas. No ChatGPT gratuito, por exemplo, ao fim de cerca de dez mensagens num período de horas as conversas passam automaticamente para uma versão «mini» do modelo até o limite reiniciar — parece que a IA piorou, mas o que mudou foi o modelo. No Gemini e no Claude há lógica semelhante de limites por janelas de tempo. Conclusão prática: a primeira mensagem é preciosa.

Estratégias transversais (independentes da ferramenta)

  • Gaste a melhor mensagem na tarefa mais exigente, não em conversa de aquecimento.
  • Resolva numa jogada. O EduPrompt já entrega tudo num pedido estruturado; cole-o e peça o resultado completo, em vez de ir construindo por tentativas — a iteração é o que esgota a quota.
  • Parta o que é grande. Numa planificação anual, peça primeiro o plano do ano e só depois os recursos por período ou aula (o EduPrompt já subordina a aula ao plano).
  • Reserve as técnicas pesadas. O Verbalized Sampling e o STORM consomem muitos tokens e mensagens; use-os na «janela boa» ou num pedido único e, em planos curtos, mantenha a prompt enxuta.
  • Confirme o conteúdo sensível. Os modelos podem inventar formulações de Aprendizagens Essenciais ou referências legais; verifique contra as fontes oficiais (a própria prompt já o pede no bloco «Entrega e verificação»).
  • Mantenha o português europeu. A prompt já o pede; se a resposta derivar para português do Brasil, reforce o pedido.

Mapa por capacidade

Comparação ao nível das capacidades. As células indicam o comportamento típico no plano de entrada (gratuito ou básico) de cada ferramenta; os planos pagos costumam levantar limites e acrescentar funcionalidades.

FerramentaGera imagemAncorado em fontesIntegra appsNotas (plano de entrada)
ChatGPTSimNãoNãoModelo recente com limite de mensagens; ao esgotá-lo, cai para uma versão «mini». Aceita ficheiros e imagens e tem memória. Raciocínio aprofundado sobretudo no plano pago.
Copilot (pessoal)SimNãoSó na versão ProChat ancorado na web; gera imagem; a integração nas apps Office é da versão Copilot Pro.
Copilot 365 (A1 / Basic)SimNãoNão (Basic)Copilot Chat com proteção de dados (escudo verde) — adequado ao contexto escolar; acesso padrão a ficheiros, imagem e modelos recentes; sem integração nas apps nem acesso aos dados do agrupamento (exigem licença paga). O que está ativo varia com a configuração do agrupamento.
GeminiSim (generoso)Não (Deep Research no pago)Workspace no pagoModelo «Flash» no gratuito; aceita ficheiros (com limites de tamanho); pesquisa na web; janela de contexto pequena no gratuito e muito maior no pago; memória entre conversas no pago.
ClaudeNão (só analisa)Projetos (anexar ficheiros)Exporta Word/Excel/PPT/PDFModelo «Sonnet» no gratuito (o «Opus» é pago); inclui Projetos, anexos, memória e criação de ficheiros Office já no plano gratuito; não gera imagens. Limites por janelas de tempo.
NotebookLMNãoSim (é o que faz)Gera resumos, áudio e vídeoResponde apenas a partir das fontes que carrega, com citações; corre sobre o Gemini. Plano gratuito amplo (cerca de 50 fontes por notebook e 50 perguntas/dia). Os PDF têm de ter camada de texto.

Copilot 365 (licença A1 / Basic), em concreto

Na licença educativa A1, o que existe é o Copilot Chat (Basic). É um chat ancorado na web, com proteção de dados (assinalada pelo escudo verde) — importante para o contexto escolar e alinhado com a promessa de não recolha de dados de alunos. Aceita ficheiros e gera imagem em acesso padrão (sujeito à disponibilidade do serviço), com modelos recentes.

O que não traz, sem a licença paga Microsoft 365 Copilot: a integração dentro do Word, Excel, PowerPoint e Teams (edição assistida nas apps) e o acesso aos dados do agrupamento (ficheiros, e-mails, reuniões). Implicação prática: não espere um documento Office já formatado — peça o texto, as tabelas e as rubricas e faça a formatação final nas apps. O que está disponível pode variar com a configuração do agrupamento.

NotebookLM: usar a prompt em PDF como fonte

O NotebookLM é diferente dos restantes: não inventa a partir de um treino geral — responde ancorado nas fontes que carrega, com citações. Isto torna-o ideal para trabalhar a partir do material do professor e do enquadramento legal. Fluxo recomendado:

  1. Gere a prompt no EduPrompt.
  2. Exporte-a em PDF (botão «🖨️ Imprimir / PDF»).
  3. No NotebookLM, crie um notebook e carregue como fontes o PDF da prompt e o recurso do professor (manual, Aprendizagens Essenciais, textos).
  4. Peça a geração. Assim, o enquadramento — DL 54/2018, medidas, Art.º 28, DUA, perfil da turma — entra como contexto ancorado, e não como mensagem volátil que se perde.

Boas práticas e limites: poucas fontes bem escolhidas (cerca de três a dez) dão melhor qualidade do que muitas; pode ativar ou desativar fontes por pergunta; o PDF tem de ter camada de texto (o «Imprimir / PDF» do EduPrompt gera texto, não imagem — serve; PDF digitalizados ou protegidos falham). Como em qualquer ferramenta, não inclua dados pessoais de alunos; os ficheiros são processados nos servidores da Google.

Imagens, privacidade e língua

  • Imagens. A geração de imagem funciona no ChatGPT, no Gemini e no Copilot; não funciona no Claude nem no NotebookLM. Se o destino não gera imagem, peça uma descrição/orientação visual e crie a imagem à parte.
  • Privacidade. Mantenha o princípio de zero dados pessoais de alunos em qualquer ferramenta — perfis de turma agregados, sem nomes. A prompt do EduPrompt já é construída nesse espírito.
  • Língua. Para disciplinas de língua estrangeira, a prompt já pede o conteúdo dos alunos na língua de ensino e o resto em português; confirme que a resposta respeita isto.

Qual escolher para quê

  • Criar um recurso do zero (ficha, plano, guião): ChatGPT, Gemini ou Copilot.
  • Trabalhar ancorado num manual ou nas Aprendizagens Essenciais: NotebookLM (com a prompt em PDF como fonte).
  • Dentro do ecossistema do agrupamento, com dados protegidos: Copilot 365.
  • Texto cuidado, análise de documentos e exportação para Office sem gerar imagem: Claude.
  • Materiais com imagens: ChatGPT, Gemini ou Copilot.
Nota de validade. Os planos, os modelos e os limites destas ferramentas mudam com frequência. Esta secção foi revista em junho de 2026; confirme sempre os detalhes nas páginas oficiais de cada serviço antes de decidir.

Parte IV — Aplicação pedagógica

Esta parte apresenta o fluxo de trabalho recomendado e três casos práticos detalhados (um por ciclo).

28. Fluxo de trabalho em 5 passos

  1. Definir a intenção pedagógica — conteúdo, momento, perfil da turma, produto, tempo.
  2. Construir a prompt — Contexto → Planificação → Tarefa/Conteúdo → Medidas → PLNM → Adaptações → Abordagens → Formato → Otimização.
  3. Verificar a prompt — completude, ausência de dados pessoais, coerência interna.
  4. Enviar e ler com olhar crítico — aplicar a lista de verificação do Cap. 10.
  5. Adaptar e arquivar — corrigir, completar, encurtar; documentar para reutilização.
✔ A iteração é regra, não exceção

Pratique a iteração: peça correções específicas, expansões, simplificações. A IA é um assistente conversacional, não um oráculo.

29. Três casos práticos por ciclo

Caso 1 — 1.º ciclo (Estudo do Meio, 3.º ano)

Cenário: turma com 22 alunos (1 PLNM A2, 2 ACNS, 1 altas capacidades). Unidade «À descoberta dos seres vivos».

Configuração: Estudo do Meio · 3.º ano · MU(a,b,c) · MS(b) · PLNM A2 · Cooperativa · Pensamento Crítico · Ficha diferenciada (3 níveis) · Ficha formatada · Médio · Acessível.

Caso 2 — 2.º ciclo (HGP, 5.º ano)

Cenário: sequência de 4 aulas sobre «Os primeiros povos na Península Ibérica», 26 alunos.

Configuração: HGP · 5.º ano · 4 aulas · MU(a,d) · PLNM B1 · ABP + Cooperativa + FCL(Investigar, Criar, Apresentar) · Planificar sequência didática.

Caso 3 — 3.º ciclo (TIC, 8.º ano)

Cenário: projeto interdisciplinar TIC + Cidadania sobre cidadania digital, 28 alunos.

Configuração: TIC · 8.º ano · 6 aulas · MU(a,c,d) · ABP + FCL(Investigar, Criar, Apresentar, Trocar) + Pensamento Crítico + Comunicação + Colaboração + Literacia Digital + Bloom (níveis superiores) + STEAM · Criar projeto interdisciplinar.

30. Avaliação crítica do output

Dimensão pedagógica

  • Adequado ao ano e ao perfil da turma?
  • Trabalha efetivamente os descritores das AE?
  • A diferenciação está concretizada?
  • Respeita as medidas selecionadas?

Dimensão científica

  • Conceitos corretos?
  • Datas, nomes, citações exatos?
  • Soluções de exercícios corretas?

Dimensão linguística

  • Português europeu?
  • Sem brasileirismos?
  • Acordo Ortográfico em vigor?
⚠ Brasileirismos: vício recorrente

Os modelos são treinados em corpora dominados pelo português do Brasil. Mesmo quando instruídos para PT-PT, podem deixar passar «você», «celular», «trem», gerúndio continuativo. Releia sempre.

31-32. Refinamento iterativo e erros comuns

Tipos de pedido

  • Encurtar, expandir, simplificar, reformular, corrigir, reformatar, garantir PT-PT.

Erros comuns

  • Excesso de seleções (medidas, abordagens, standards);
  • Conteúdo demasiado pobre;
  • Confiar cegamente no output;
  • Inconsistência interna;
  • Inserir dados pessoais;
  • Não arquivar prompts úteis;
  • Substituir o juízo profissional.

Parte V — Recursos

33-36. Glossários e referências

Veja os glossários completos na secção Glossários e a legislação em Legislação e normativos.

✔ Aprender em comunidade

A integração de IA generativa em educação é um campo em rápida evolução. Recomenda-se a participação em formações contínuas certificadas, em comunidades de prática e em redes profissionais de docentes.

Metodologias e Quadros Pedagógicos em Detalhe

Aprofundamento de cada metodologia ativa, quadro pedagógico e standard internacional disponíveis no EduPrompt, com hiperligações para fontes oficiais e recursos académicos.

📋 Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP / PBL)

Metodologia em que os alunos investigam questões autênticas e produzem um produto final visível para uma audiência real. Distingue-se da mera «realização de trabalhos» pela presença de questão geradora desafiante, voz dos alunos, processo de investigação rigoroso e produto público.

Características essenciais (segundo PBLWorks/Buck Institute)

  • Conhecimento e competências-chave alinhados com o currículo;
  • Desafio autêntico ou problema com significado real;
  • Investigação contínua ao longo de várias sessões;
  • Voz e escolha dos alunos;
  • Reflexão sobre o processo;
  • Crítica e revisão entre pares;
  • Produto público apresentado a audiência real.
🔗 Recursos sobre ABP

🔁 Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom)

Modelo proposto por Bergmann e Sams em que o conteúdo é estudado autonomamente em casa (vídeo, leitura) e o tempo de aula é dedicado a aplicação, discussão e aprofundamento. Permite diferenciação efetiva: cada aluno avança ao seu ritmo no estudo prévio, e na aula recebe apoio personalizado.

Quatro pilares (FLIP)

  • Flexible Environment — espaços e tempos flexíveis;
  • Learning Culture — aluno no centro;
  • Intentional Content — escolha intencional do que vai para vídeo e do que fica para a aula;
  • Professional Educator — papel ativo e atento do docente.
🔗 Recursos sobre Flipped Classroom

🎨 Design Thinking

Processo criativo, popularizado pela Stanford d.school e pela IDEO, que aplica métodos de design à resolução de problemas. Cinco fases não-lineares:

  1. Empatizar — compreender as pessoas afetadas;
  2. Definir — formular o problema central;
  3. Idear — gerar muitas soluções possíveis;
  4. Prototipar — criar versão tangível e simplificada;
  5. Testar — recolher feedback e iterar.
🔗 Recursos sobre Design Thinking

🤝 Aprendizagem Cooperativa

Trabalho em pequeno grupo estruturado, distinto do mero «trabalho de grupo». Os irmãos Johnson identificaram cinco elementos essenciais:

  1. Interdependência positiva — o sucesso de um depende dos outros;
  2. Responsabilidade individual — cada um responde pela sua parte;
  3. Interação face a face — encorajamento mútuo;
  4. Competências sociais — escutar, negociar, gerir conflitos;
  5. Avaliação grupal — refletir sobre o funcionamento.

Estruturas cooperativas conhecidas: Jigsaw (puzzle), Think-Pair-Share, Numbered Heads Together, Round-Robin.

🔗 Aprendizagem Cooperativa

🚀 Future Classroom Lab (FCL)

Iniciativa da European Schoolnet que organiza a sala de aula em seis zonas de aprendizagem complementares, cada uma correspondendo a uma intenção pedagógica:

  • Investigar (Investigate) — pesquisa autónoma, descoberta;
  • Criar (Create) — produção, multimédia, abordagem maker;
  • Apresentar (Present) — comunicação, audiência, feedback;
  • Interagir (Interact) — participação ativa, dispositivos individuais;
  • Trocar (Exchange) — colaboração, brainstorming;
  • Desenvolver (Develop) — informal, autodirigida, reflexão.
🔗 Future Classroom Lab

♿ Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA / UDL)

Quadro desenvolvido pelo CAST (Center for Applied Special Technology). Três princípios e nove diretrizes (versão 3.0, 2024):

Princípio 1 — Múltiplos meios de envolvimento (o «porquê»)

  • Boas-vindas e interesse;
  • Esforço sustentado e persistência;
  • Regulação emocional.

Princípio 2 — Múltiplos meios de representação (o «o quê»)

  • Perceção;
  • Linguagem e símbolos;
  • Construção de conhecimento.

Princípio 3 — Múltiplos meios de ação e expressão (o «como»)

  • Interação;
  • Expressão e comunicação;
  • Função executiva e estratégica.

🧠 Taxonomia de Bloom (revista)

Classificação hierárquica de objetivos cognitivos, originalmente proposta por Benjamin Bloom em 1956 e revista por Anderson e Krathwohl em 2001. Seis níveis (do mais simples ao mais complexo):

  1. Lembrar — recordar, reconhecer;
  2. Compreender — interpretar, exemplificar, resumir;
  3. Aplicar — executar, implementar;
  4. Analisar — diferenciar, organizar, atribuir;
  5. Avaliar — verificar, criticar;
  6. Criar — gerar, planear, produzir.

Trabalhar nos «níveis superiores» (Analisar, Avaliar, Criar) é fundamental para evitar uma educação centrada apenas na memorização.

🧭 OCDE — Future of Education and Skills 2030

Projeto da OCDE que propõe uma Learning Compass 2030: bússola que guia os alunos perante incerteza. Conceitos centrais:

  • Agência do aluno — capacidade de definir objetivos e atuar para os alcançar;
  • Co-agência — colaboração com pares, professores, comunidade;
  • Ciclo AAR — Antecipação, Ação, Reflexão.

💻 DigComp — Quadro Europeu de Competência Digital

Quadro publicado pelo Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia. Versão atual: DigComp 2.2 (2022). Cinco áreas:

  1. Literacia da informação e dos dados;
  2. Comunicação e colaboração;
  3. Criação de conteúdos digitais;
  4. Segurança;
  5. Resolução de problemas.

Existe também o DigCompEdu, dirigido a competências digitais dos educadores.

🚀 EntreComp — Quadro Europeu de Competência Empreendedora

Quadro publicado pelo JRC com três áreas e quinze competências:

  • Ideias e oportunidades: identificar oportunidades, criatividade, visão, valor das ideias, pensamento ético e sustentável;
  • Recursos: autoconhecimento e autoeficácia, motivação e perseverança, mobilizar recursos, literacia financeira, mobilizar outros;
  • Em ação: tomar a iniciativa, planear e gerir, lidar com a ambiguidade e o risco, trabalhar com outros, aprender pela experiência.
🔗 EntreComp

🔬 STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática

Abordagem interdisciplinar que integra Ciência (S), Tecnologia (T), Engenharia (E), Artes (A) e Matemática (M) em projetos autênticos. A inclusão das Artes (passagem de STEM para STEAM) reconhece que a criatividade, o pensamento divergente e a sensibilidade estética são essenciais para a inovação.

Princípios STEAM: integração de disciplinas, problemas autênticos, pensamento de design, criatividade, colaboração, comunicação.

🎮 Gamificação

Aplicação de elementos típicos de jogo (pontos, níveis, desafios, narrativa, recompensas) a contextos não-lúdicos para aumentar a motivação e o envolvimento. Distinta de game-based learning (jogos pedagógicos completos).

Elementos comuns

  • Pontuação, níveis e progressão;
  • Distintivos (badges) e troféus;
  • Tabelas de classificação;
  • Narrativa envolvente;
  • Desafios e missões;
  • Recompensas e feedback imediato.
⚠ Cuidado com a gamificação

A gamificação mal desenhada pode reforçar motivação extrínseca e prejudicar a aprendizagem. Use-a para tornar tarefas significativas mais envolventes, não para mascarar tarefas pouco significativas.

Legislação e Normativos Portugueses

Compilação dos diplomas e documentos normativos referenciados no manual e na ferramenta, com hiperligações diretas ao Diário da República e à DGE.

📜 Educação Inclusiva

📜 Currículo dos ensinos básico e secundário

📜 Proteção de dados

📜 Inteligência Artificial — Regulamento Europeu

Glossários

🤖 Glossário de termos de IA

TermoDefinição
AlucinaçãoProdução de informação fabricada apresentada com aparência fluente e segura. Pode incluir factos inventados, citações inexistentes, datas erradas ou referências falsas.
Agente (de IA)Sistema que, a partir de um objetivo, planeia e executa uma sequência de passos com alguma autonomia, podendo usar ferramentas externas. Distingue-se de um chatbot, que apenas responde turno a turno.
Aprendizagem profunda (deep learning)Sub-área da aprendizagem automática baseada em redes neuronais com múltiplas camadas; sustenta os atuais LLM.
Chain-of-thought (cadeia de raciocínio)Técnica em que se pede ao modelo que explicite os passos intermédios do raciocínio antes da resposta final. Corresponde à opção «Pensa passo a passo» do EduPrompt.
ChatbotAplicação que dialoga em linguagem natural; em IA generativa, é a interface visível dos modelos de linguagem.
Contexto / Janela de contextoQuantidade de texto (tokens) que o modelo consegue processar de uma só vez.
CorpusConjunto de textos utilizados para treinar um modelo de linguagem.
EmbeddingRepresentação numérica vetorial de palavras, frases ou documentos, usada para comparar significado.
Few-shot promptingTécnica em que se incluem alguns exemplos no início da prompt para orientar o estilo ou formato pretendido.
Fine-tuningTreino adicional de um modelo já existente com um conjunto de dados específico, para o adaptar a uma tarefa.
IA generativaCategoria de IA cujos sistemas produzem conteúdos novos a partir de uma instrução.
InferênciaProcesso de geração de uma resposta por um modelo já treinado, em resposta a uma prompt.
LLM (Large Language Model)Modelo de linguagem de grande escala — base dos chatbots de IA generativa de texto.
Mode collapseTendência de um modelo para devolver sempre a resposta «mais típica», perdendo diversidade. É o problema que o Verbalized Sampling procura atenuar.
Modelo de linguagemSistema estatístico que prevê a probabilidade de uma sequência de palavras.
MultimodalModelo capaz de processar e/ou gerar mais do que um tipo de conteúdo.
ParâmetrosVariáveis aprendidas durante o treino. Os modelos atuais têm centenas de milhares de milhões.
PromptInstrução escrita que o utilizador envia ao modelo de IA. A qualidade da resposta depende criticamente da qualidade da prompt.
Prompt engineeringDisciplina dedicada ao desenho eficaz de prompts.
RAG (Retrieval Augmented Generation)Arquitetura em que o modelo consulta uma base documental antes de responder.
Role-promptingTécnica em que se atribui ao modelo um papel («És um professor experiente de...»). É a estratégia que o EduPrompt usa por defeito.
STORMMétodo de questionamento multi-perspetiva (Stanford): o modelo assume várias perspetivas que levantam perguntas antes de produzir o material, tornando-o mais completo e fundamentado. Disponível na secção «Otimização» do EduPrompt.
System promptInstrução de base que define o comportamento e o papel do modelo, distinta da mensagem do utilizador. No EduPrompt, corresponde ao bloco de contexto e papel da prompt gerada.
TemperaturaParâmetro que controla a aleatoriedade da resposta. Mais baixa → mais determinística; mais alta → mais criativa.
TokenUnidade de processamento dos modelos. Aproximadamente 1 token ≈ 4 carateres ou ¾ de palavra em português.
Treino (training)Processo durante o qual um modelo aprende a partir de um corpus de dados. Distingue-se da inferência.
Verbalized SamplingTécnica de amostragem diversificada em que o modelo gera várias alternativas distintas, estima a probabilidade de cada uma e as avalia segundo critérios definidos. Atenua o mode collapse. Anteriormente designada nesta ferramenta por «Verbalized Learning». Disponível na secção «Otimização» do EduPrompt.
Zero-shot promptingPedir ao modelo que execute uma tarefa sem fornecer exemplos prévios.

📚 Glossário pedagógico

TermoDefinição
ABPAprendizagem Baseada em Projetos. Metodologia ativa em que os alunos investigam questões autênticas e produzem um produto final visível.
ACNSAdaptações Curriculares Não Significativas. Medida seletiva (DL 54/2018, Art.º 9.º, b) que adapta o acesso ao currículo sem comprometer aprendizagens essenciais.
ACSAdaptações Curriculares Significativas. Medida adicional (DL 54/2018, Art.º 10.º, b) que introduz outros objetivos e conteúdos.
AEAprendizagens Essenciais. Documento curricular que define, por disciplina e ano, os conhecimentos, capacidades e atitudes a desenvolver.
Bloom (Taxonomia)Classificação hierárquica de objetivos cognitivos: lembrar, compreender, aplicar, analisar, avaliar, criar.
CASTCenter for Applied Special Technology — organização norte-americana que criou e mantém o quadro do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA).
Cidadania e DesenvolvimentoComponente curricular obrigatória dos ensinos básico e secundário em Portugal.
Design ThinkingMetodologia de resolução de problemas centrada no utilizador, com etapas de empatia, definição, ideação, prototipagem e teste. Disponível como abordagem no EduPrompt.
Diferenciação pedagógicaAjuste do ensino — conteúdos, processos, produtos ou ambiente — aos diferentes ritmos, interesses e perfis dos alunos. Primeira alínea das medidas universais (Art.º 8.º).
DigCompQuadro Europeu de Competência Digital para Cidadãos. Cinco áreas (literacia da informação, comunicação, criação de conteúdos, segurança, resolução de problemas).
DL 54/2018Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — regime jurídico da educação inclusiva.
DUADesenho Universal para a Aprendizagem. Quadro do CAST com três princípios: representação, ação e expressão, envolvimento.
EMAEIEquipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva. Estrutura prevista no DL 54/2018 (Art.º 12.º).
Educação inclusivaPrincípio segundo o qual a escola deve responder à diversidade de todos os alunos no mesmo contexto, removendo barreiras à aprendizagem. Enquadramento central do DL 54/2018.
EntreCompQuadro Europeu de Competência Empreendedora. Três áreas (ideias e oportunidades, recursos, ação).
FCLFuture Classroom Lab. Iniciativa da European Schoolnet com seis zonas de aprendizagem.
FCTFormação em Contexto de Trabalho. Componente dos cursos profissionais que decorre em ambiente laboral (estágio), podendo atingir várias centenas de horas no ciclo de formação.
GamificaçãoAplicação de elementos de jogo (pontos, níveis, desafios, recompensas) a contextos não-lúdicos para aumentar a motivação. Distinta do game-based learning.
Medidas AdicionaisNível mais intensivo de medidas de suporte (DL 54/2018, Art.º 10.º).
Medidas SeletivasMedidas para alguns alunos (DL 54/2018, Art.º 9.º), com decisão da EMAEI.
Medidas UniversaisMedidas aplicáveis a todos os alunos (DL 54/2018, Art.º 8.º).
OCEPEOrientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar.
PAPProva de Aptidão Profissional. Projeto final dos cursos profissionais, demonstrativo das competências adquiridas ao longo da formação.
NSENecessidades de Saúde Especiais (DL 54/2018, Art.º 2.º, h)). Situações de saúde física ou mental, com impacto na funcionalidade e na frequência escolar, acompanhadas por Plano de Saúde Individual. Não é sinónimo de «necessidades educativas especiais».
PAAPlano Anual de Atividades. Documento de planeamento das atividades do agrupamento para o ano letivo.
PASEOPerfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória — define dez áreas de competências.
PEProjeto Educativo. Documento estratégico que define a identidade, os valores e as metas do agrupamento.
PEAPerturbação do Espetro do Autismo.
PEIPrograma Educativo Individual. Documento que orienta o percurso escolar de alunos com medidas adicionais.
PHDAPerturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção.
PITPlano Individual de Transição. Documento obrigatório a partir dos 15 anos para alunos com ACS.
PLNMPortuguês Língua Não Materna. Níveis QECRL de A0 a C1.
PSIPlano de Saúde Individual. Documento elaborado pela equipa de saúde escolar para alunos com Necessidades de Saúde Especiais (NSE).
QECRLQuadro Europeu Comum de Referência para as Línguas. Seis níveis (A1, A2, B1, B2, C1, C2).
Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)Documento previsto no DL 54/2018 que fundamenta a aplicação de medidas seletivas e adicionais.
RIRegulamento Interno. Documento que define as regras de organização e funcionamento do agrupamento.
STEAMCiência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — abordagem que integra estas áreas em projetos autênticos.
STORMMétodo de questionamento multi-perspetiva (Stanford). O modelo assume várias perspetivas que levantam perguntas antes de produzir o material, tornando-o mais completo e fundamentado. Disponível na secção «Otimização» do EduPrompt.
TEACCHTreatment and Education of Autistic and related Communication-handicapped Children — metodologia de ensino estruturado para alunos com PEA.
UFCDUnidade de Formação de Curta Duração. Unidade modular do Catálogo Nacional de Qualificações, tipicamente de 25 ou 50 horas, usada nos cursos profissionais e na formação modular. O Catálogo está em revisão, migrando para unidades de competência sem carga horária fixa.