Sobre este manual interativo
Este documento HTML acompanha o Manual de Uso Pedagógico do EduPrompt e enriquece-o com hiperligações para recursos oficiais portugueses (Direção-Geral da Educação / EduQA, Diário da República, ANQEP) e europeus (Comissão Europeia, JRC, European Schoolnet, OCDE, Conselho da Europa), bem como com referências académicas relevantes para cada metodologia ou enquadramento normativo.
Cada secção pode ser expandida ou recolhida individualmente. Use o botão de tema para alternar entre modo claro e escuro. As ligações externas abrem em novo separador.
Parte I — Enquadramento
A primeira parte situa o EduPrompt no quadro das transformações que a inteligência artificial generativa está a introduzir nas práticas pedagógicas. Apresenta os conceitos básicos, os princípios de utilização e as ligações ao quadro normativo português.
1. Apresentação e objetivos do manual
Este manual destina-se a apoiar professores do ensino básico na utilização pedagógica do EduPrompt, um construtor estruturado de prompts orientado para a educação inclusiva. A ferramenta foi pensada para reduzir a barreira de entrada na utilização de sistemas de IA generativa em contexto escolar, oferecendo um formulário guiado que produz prompts pedagogicamente robustas.
Após a leitura, o docente estará apto a:
- compreender o que é uma prompt e por que motivo a sua qualidade determina a utilidade da resposta;
- navegar autonomamente pelas onze secções do EduPrompt;
- articular o uso da ferramenta com o DL 54/2018, as Aprendizagens Essenciais e o PASEO;
- aplicar critérios éticos e de proteção de dados pessoais;
- avaliar criticamente os resultados produzidos por IA.
Leia primeiro as Partes I e II antes de abrir a ferramenta. Estabelecem o enquadramento ético e pedagógico que dá sentido às escolhas técnicas. Use a Parte III como referência aberta enquanto explora o EduPrompt.
2. O que é a Inteligência Artificial Generativa?
A Inteligência Artificial Generativa (IAG) é um ramo da IA cujos sistemas produzem conteúdos novos — texto, imagem, áudio, vídeo ou código — a partir de instruções fornecidas pelo utilizador. Os modelos mais difundidos em educação são os modelos de linguagem de grande escala (LLM — Large Language Models).
O que estes sistemas fazem bem
- Produzir textos coerentes em português europeu (com afinação);
- Reformular conteúdos para diferentes níveis de complexidade;
- Gerar variantes de exercícios a partir de um exemplo;
- Sugerir estruturas de planificação, rubricas e grelhas;
- Traduzir entre línguas e adaptar registos.
O que estes sistemas não fazem bem
- Garantir veracidade de factos, datas, citações;
- Aceder a informação posterior à data de corte do treino;
- Aplicar autonomamente o quadro normativo português;
- Substituir o juízo profissional do docente;
- Calcular com fiabilidade absoluta.
Os modelos podem produzir, com aparência fluente e segura, informação fabricada — citações inexistentes, autores trocados, datas erradas. A redação correta não é prova de exatidão. Verificar é obrigatório.
- UNESCO — Guidance for Generative AI in Education and Research UNESCO Orientação internacional para utilização responsável de IA generativa em contextos educativos.
- Comissão Europeia — Ethical guidelines on the use of AI and data in teaching and learning for educators UE Diretrizes éticas europeias para utilização de IA por docentes (publicadas em 2022).
- EU AI Act — Artificial Intelligence Act (Regulamento UE 2024/1689) Regulamento UE Regulamento europeu da IA, aplicável progressivamente desde 2024.
- OCDE — Artificial Intelligence in Education OCDE Centro de recursos da OCDE sobre IA em educação.
3. O que é uma prompt e por que importa o seu desenho
Uma prompt é a instrução escrita que o utilizador envia ao sistema de IA. Equivale à descrição que daríamos a um colega altamente competente, mas que desconhece a turma, a disciplina e o quadro normativo. Quanto mais claros e contextualizados forem os elementos, mais útil será a resposta.
Anatomia de uma prompt pedagógica eficaz
- Contexto: disciplina, ano, perfil da turma.
- Tarefa: tipo de material pretendido.
- Conteúdo: tema, AE, ou texto a trabalhar.
- Requisitos pedagógicos: medidas, adaptações, PLNM.
- Abordagens: metodologias, competências, standards.
- Formato de saída: formato, tom, extensão.
- Restrições: idioma, exclusão de dados pessoais.
Prompt pobre: «Faz uma ficha de Português para o 5.º ano sobre adjetivos.»
Prompt estruturada (gerada pelo EduPrompt): «CONTEXTO: És um professor experiente de Português em Portugal, especializado em educação inclusiva (DL 54/2018). Trabalhas com alunos do 5.º ano. TAREFA: Criar ficha diferenciada (3 níveis). CONTEÚDO: Adjetivos qualificativos e numerais; aplicar princípios DUA. REQUISITOS: a) Diferenciação pedagógica; b) Acomodações curriculares; PLNM A2. FORMATO: Ficha formatada | Médio | Acessível/simples. RESTRIÇÕES: Responde sempre em português de Portugal.»
- Prompt Engineering Guide (versão portuguesa) Guia Guia abrangente de técnicas de prompt engineering com explicações em português.
- Anthropic — Engenharia de prompts (documentação) Anthropic Documentação oficial sobre técnicas eficazes de construção de prompts.
- Microsoft Learn — IA para educadores Microsoft Percursos formativos em português sobre IA aplicada à educação.
4. Por que usar um construtor de prompts?
Os professores enfrentam três obstáculos recorrentes ao integrarem IA generativa: o tempo necessário para construir prompts robustas, a dificuldade em lembrar todos os elementos, e a tendência para prompts demasiado genéricas. O EduPrompt resolve estas dificuldades através de um formulário estruturado.
Vantagens específicas:
- guia o docente pelos elementos essenciais;
- incorpora automaticamente referências legais e técnicas (DL 54/2018, Art.º 28, QECRL, FCL, Bloom, OCDE 2030);
- produz prompts em formato uniforme e reutilizável;
- permite gravar localmente para constituição de biblioteca pessoal;
- abre diretamente as principais ferramentas de IA.
Estabelece o regime jurídico da educação inclusiva. Define um sistema de medidas de suporte à aprendizagem organizado em três níveis: medidas universais (Art.º 8.º), medidas seletivas (Art.º 9.º) e medidas adicionais (Art.º 10.º). O EduPrompt opera explicitamente sobre este enquadramento.
5. Articulação com o Perfil dos Alunos (PASEO)
O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO), homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, de 26 de julho, define dez áreas de competências que orientam todo o trabalho pedagógico em Portugal.
As dez áreas de competências
- Linguagens e textos
- Informação e comunicação
- Raciocínio e resolução de problemas
- Pensamento crítico e pensamento criativo
- Relacionamento interpessoal
- Desenvolvimento pessoal e autonomia
- Bem-estar, saúde e ambiente
- Sensibilidade estética e artística
- Saber científico, técnico e tecnológico
- Consciência e domínio do corpo
Mapeamento entre EduPrompt e PASEO
- ABP e Resolução de problemas → Pensamento crítico e criativo;
- Aprendizagem Cooperativa → Relacionamento interpessoal;
- Design Thinking → Sensibilidade estética e Pensamento criativo;
- Comunicação → Linguagens e textos / Informação e comunicação;
- Literacia Digital → Saber científico, técnico e tecnológico;
- Empreendedorismo → Desenvolvimento pessoal e autonomia.
- DGE — Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PDF integral) DGE Documento oficial homologado pelo Despacho n.º 6478/2017.
- Despacho n.º 6478/2017 (Diário da República) Legislação Despacho que homologa o Perfil dos Alunos.
- DGE — Página oficial do Perfil dos Alunos DGE Recursos, materiais de apoio e exemplos de operacionalização.
6. Articulação com as Aprendizagens Essenciais
As Aprendizagens Essenciais (AE) constituem o referencial curricular de cada disciplina, indicando o que os alunos devem saber, saber fazer e ser capazes de mobilizar em cada ano de escolaridade. Embora o EduPrompt não consulte automaticamente o documento das AE, permite — e recomenda — que o docente as integre no campo «Conteúdo a trabalhar».
Estratégia de utilização com AE
- Identifique a Unidade temática ou Domínio das AE da sua disciplina e ano.
- Selecione os Descritores de desempenho a trabalhar.
- Cole os descritores no campo «Conteúdo a trabalhar».
- Combine com as restantes secções (medidas, abordagens, formato).
- Verifique se o material gerado responde aos descritores.
Em vez de escrever apenas «substantivos» no campo Conteúdo, cole o descritor das AE: «Identificar e classificar substantivos quanto à subclasse (próprios, comuns, coletivos, concretos, abstratos)». O modelo passa a ter um referente preciso.
- DGE — Aprendizagens Essenciais (página principal) DGE Repositório central com as AE organizadas por nível de ensino, ano e disciplina.
- DGE — AE do Ensino Básico DGE Documentos por disciplina e ano (1.º, 2.º e 3.º ciclos).
- Despacho n.º 6605-A/2021 (Diário da República) Legislação Homologação das Aprendizagens Essenciais.
7. Princípios pedagógicos subjacentes
O EduPrompt assenta em três princípios pedagógicos centrais: a educação inclusiva, o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e a diferenciação pedagógica.
Educação inclusiva
Tal como configurada pelo DL 54/2018, parte do princípio de que todos os alunos têm direito a uma educação de qualidade e à participação plena no currículo comum.
Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA)
O DUA propõe que os materiais e ambientes de aprendizagem sejam concebidos, à partida, para servir a maior diversidade de alunos. Operacionaliza-se em três princípios:
- Múltiplos meios de representação: imagens, áudio, texto, manipuláveis, esquemas;
- Múltiplos meios de ação e expressão: oral, escrita, desenho, vídeo, dramatização;
- Múltiplos meios de envolvimento: escolha de temas, contextos relevantes, desafio adequado.
Diferenciação pedagógica
Diferenciar é oferecer percursos variados — em conteúdo, processo, produto ou ambiente — que permitam que todos os alunos progridam a partir do ponto em que se encontram.
- CAST — Universal Design for Learning Guidelines CAST Diretrizes oficiais do CAST, organização que criou e mantém o quadro DUA.
- DGE — Para uma Educação Inclusiva: Manual de Apoio à Prática (PDF) DGE Manual oficial da DGE com aplicação do DUA no contexto português.
- CAST — Center for Applied Special Technology CAST Página institucional do CAST com investigação e recursos sobre DUA.
Parte II — Ética, privacidade e responsabilidade
Utilizar IA em educação implica decisões éticas que afetam alunos, encarregados de educação, colegas e a instituição escolar. Esta parte apresenta princípios fundamentais e regras práticas a observar.
8. Princípios éticos no uso de IA em sala de aula
- Responsabilidade humana — o docente é responsável final por todo o material, mesmo gerado por IA.
- Transparência — comunicar à comunidade educativa a utilização de IA.
- Equidade e ausência de enviesamento — ler criticamente para detetar estereótipos.
- Centralidade humana — a IA amplia, não substitui o juízo profissional.
- Não discriminação — garantir que a IA não introduz novas barreiras.
- Proteção do interesse superior do aluno — respeitar dignidade e autoestima.
- UNESCO — Recommendation on the Ethics of AI UNESCO Recomendação adotada por 193 Estados-membros (2021).
- UE — Ethics Guidelines for Trustworthy AI UE Diretrizes éticas para uma IA de confiança.
- Conselho da Europa — Convenção-Quadro sobre IA Convenção Primeiro instrumento internacional juridicamente vinculativo sobre IA.
9. RGPD aplicado ao uso de IA em educação
O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados e a Lei n.º 58/2019 são aplicáveis a qualquer tratamento de dados pessoais, incluindo interações com sistemas de IA generativa.
O que constitui um dado pessoal
- nome, apelido, alcunha;
- número de aluno, número de processo;
- morada, telefone, correio eletrónico;
- informação de saúde, religiosa, étnica;
- fotografias, vídeos, gravações de voz;
- resultados de avaliação associados a aluno identificável;
- relatórios técnico-pedagógicos, programas educativos individuais.
Informação sobre diagnósticos, perturbações do desenvolvimento, dificuldades específicas, perturbações do espetro do autismo, etc., constitui dado pessoal de categoria especial (saúde) ao abrigo do Art.º 9.º do RGPD. Estão sujeitos a regime de proteção reforçado e nunca devem ser inseridos em ferramentas externas de IA.
Boas práticas em conformidade
- Use referências genéricas: «aluno com PEA» em vez de «o João, do 5.º A».
- Descreva o perfil da turma agregado.
- Não cole produções de alunos identificáveis.
- Quando adapta um trabalho concreto, anonimize integralmente.
- Verifique a política de retenção de dados da plataforma de IA.
- Privilegie ferramentas institucionais com contrato de tratamento estabelecido.
«Se o encarregado de educação visse este texto, sentir-se-ia confortável?» Se a resposta for negativa, generalize ou anonimize antes de prosseguir.
- CNPD — Comissão Nacional de Proteção de Dados CNPD Autoridade de controlo nacional. Orientações específicas sobre escolas e tratamento de dados de menores.
- RGPD — Regulamento (UE) 2016/679 (texto integral) Regulamento UE Texto consolidado do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados.
- Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto Legislação PT Lei nacional que executa o RGPD na ordem jurídica portuguesa.
- CNPD — Recomendações para Escolas CNPD Orientações específicas para o setor da educação.
10. Verificação humana obrigatória
O próprio EduPrompt apresenta, no topo do formulário, um aviso explícito: a IA pode errar e a verificação humana é obrigatória. Aplique sistematicamente.
Lista de verificação após geração
- Factualidade: datas, nomes próprios, citações, dados estatísticos.
- Rigor científico: conceitos corretos, sem simplificações enganosas.
- Língua: português europeu, ortografia, ausência de brasileirismos.
- Adequação ao DL 54/2018: respeito pelas medidas selecionadas.
- Enviesamentos: estereótipos, exclusões, juízos desadequados.
- Alinhamento curricular: conteúdos alinhados com AE.
- Correção de soluções: chaves de resposta corretas.
11. Propriedade intelectual e atribuição
- Não cole textos protegidos integrais (capítulos de manuais, livros) no EduPrompt.
- Indique, ao partilhar materiais, que foram gerados com apoio de IA.
- Não atribua a alunos como sua autoria texto inteiramente gerado por IA.
- O EduPrompt está sob CC BY-NC-SA — pode adaptar e partilhar atribuindo o autor.
- Creative Commons CC BY-NC-SA 4.0 (Portugal) CC Licença Creative Commons usada pelo EduPrompt.
- SPA — Sociedade Portuguesa de Autores SPA Recursos sobre direitos de autor em Portugal.
- Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos Legislação DL n.º 63/85, com alterações posteriores (texto consolidado).
12. Comunicação com encarregados de educação
A integração de IA beneficia de transparência junto dos encarregados de educação:
- informar, no início do ano letivo, sobre eventual utilização de ferramentas de IA;
- esclarecer que não são partilhados dados pessoais dos alunos;
- manter abertura para dúvidas concretas;
- envolver agrupamento, direção e coordenador no estabelecimento de práticas comuns.
13. Checklist ética antes de cada utilização
- Estou a inserir algum dado pessoal?
- Estou a inserir conteúdos protegidos?
- Estou consciente de que vou ter de verificar criticamente?
- Estou a usar a ferramenta para amplificar, e não substituir?
- Vou comunicar aos alunos e EE, quando relevante, que o material foi gerado com apoio de IA?
- A finalidade respeita o interesse superior dos alunos?
Parte III — A ferramenta EduPrompt
A terceira parte percorre as onze secções da ferramenta. Pode ser lida integralmente ou usada como referência aberta enquanto explora o EduPrompt.
14. Acesso e visão geral da interface
O EduPrompt está acessível em cardosolopes.net/recursos/eduprompt.html. Não exige registo nem armazena dados em servidor — todo o trabalho é local no navegador.
Estrutura visual
- Cabeçalho: identificação e versão (v4);
- Corpo: aviso, exemplos e onze secções colapsáveis, terminando na caixa verde com a prompt gerada;
- Rodapé: autoria, contacto, licença e data de geração.
À medida que preenche os campos, a prompt vai sendo construída automaticamente.
15. Secção «Contexto»: disciplina e ano
A lista de disciplinas está organizada em três grupos:
- Pré-escolar (OCEPE): seis áreas das Orientações Curriculares.
- Disciplinas: lista alfabética dos ensinos básico e secundário.
- Educação Especial: seis áreas de intervenção.
Selecionar «Outra» permite escrever a designação da disciplina ou Unidade de Competência.
- DGE — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar DGE OCEPE oficiais e materiais de apoio.
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho Legislação Currículo dos ensinos básico e secundário.
- DGE — Autonomia e Flexibilidade Curricular DGE
16. Secção «Planificação Temporal»
Útil quando se pretende que o material gerado esteja calibrado ao tempo real de aula. Comporta três campos:
- Duração do tempo letivo: 45, 50 ou 90 minutos;
- Tempos por semana: número de tempos letivos semanais;
- Número de aulas: total de tempos previstos para a unidade.
17. Secção «Medidas Universais» (DL 54/2018, Art.º 8.º)
Medidas para todos os alunos. Cinco alíneas:
- a) Diferenciação pedagógica — variantes para diferentes níveis;
- b) Acomodações curriculares — ajustes sem alterar objetivos;
- c) Enriquecimento curricular — extensões para altas capacidades;
- d) Promoção do comportamento pró-social — competências socioemocionais;
- e) Intervenção académica ou comportamental — apoio específico.
- DL n.º 54/2018, de 6 de julho — Texto integral (Diário da República) Legislação Versão consolidada com a alteração da Lei n.º 116/2019.
- DGE — Manual de Apoio à Prática (PDF) DGE Manual oficial sobre operacionalização do DL 54/2018.
- DGE — Educação Inclusiva (página principal) DGE
- DGE — FAQ sobre o DL 54/2018 (PDF) DGE Perguntas frequentes versão 8a.
18. Secção «Medidas Seletivas» (Art.º 9.º)
Medidas que requerem decisão fundamentada da EMAEI:
- a) Percursos Curriculares Diferenciados;
- b) Adaptações Curriculares Não Significativas (ACNS);
- c) Apoio psicopedagógico;
- d) Antecipação e reforço das aprendizagens;
- e) Apoio tutorial.
A Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (Art.º 12.º) é a estrutura para a tomada de decisões sobre medidas seletivas e adicionais. Inclui um docente que coadjuva o diretor, um docente de educação especial, três membros do conselho pedagógico e o psicólogo.
19. Secção «Medidas Adicionais» (Art.º 10.º)
Medidas para alunos cujas necessidades exigem alterações significativas ao currículo:
- a) Frequência do ano por disciplinas;
- b) Adaptações Curriculares Significativas (ACS);
- c) Plano Individual de Transição (PIT);
- d) Metodologias de ensino estruturado (TEACCH, ABA, Modelo Denver);
- e) Competências de autonomia pessoal e social.
- DGE — Unidades de Ensino Estruturado (PEA) DGE Recursos sobre intervenção com alunos com perturbações do espetro do autismo.
- TEACCH Autism Program Académico Programa original da Universidade da Carolina do Norte.
- DGE — Centros de Recursos TIC para Educação Especial (CRTIC) DGE
20. Secção «Adaptações de Avaliação» (Art.º 28.º)
Dez tipos de adaptações ao processo de avaliação interna e externa:
- Diversificação de instrumentos (inquéritos, entrevistas, vídeo/áudio);
- Formatos acessíveis (Braille, relevo, Daisy, digital);
- Interpretação em LGP;
- Produtos de apoio (tecnologias);
- Tempo suplementar;
- Transcrição de respostas;
- Leitura de enunciados;
- Sala separada;
- Pausas vigiadas;
- Código de cores.
As adaptações de avaliação devem corresponder àquelas formalmente aprovadas no Relatório Técnico-Pedagógico. Usar o EduPrompt para gerar uma ficha adaptada não substitui o circuito formal de decisão da EMAEI.
- IAVE — Provas e exames nacionais IAVE Adaptações em provas finais e exames nacionais.
- DGE — Avaliação das aprendizagens DGE
- Portaria n.º 29/2024 — Avaliação dos alunos do ensino básico Legislação
21. Secção «PLNM»: Português Língua Não Materna
Os níveis seguem o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECRL):
- A0: sem conhecimentos; vocabulário visual essencial, apoio bilingue;
- A1: iniciação; vocabulário de alta frequência, frases muito simples;
- A2: elementar; evita expressões idiomáticas, glossário;
- B1: intermédio; pode usar vocabulário técnico se explicado;
- B2: independente; pequenas adaptações;
- C1: proficiente; linguagem normal.
- DGE — Português Língua Não Materna DGE Documento orientador, materiais e legislação aplicável.
- Conselho da Europa — QECRL (versão portuguesa) CoE Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas.
- IAVE — Quadro Europeu Comum de Referência IAVE
22. Secção «Abordagens Pedagógicas»
Quatro blocos combináveis. (Aprofundamento detalhado na secção «Metodologias em detalhe» mais abaixo.)
Bloco 1 — Metodologias ativas
ABP, Aprendizagem Baseada em Problemas, Sala de Aula Invertida, Gamificação, Aprendizagem Cooperativa, Design Thinking.
Bloco 2 — Future Classroom Lab (FCL)
Seis zonas de aprendizagem: Investigar, Criar, Apresentar, Interagir, Trocar, Desenvolver.
Bloco 3 — Competências do Século XXI
Criatividade, Pensamento Crítico, Comunicação, Colaboração, Literacia Digital (DigComp), Empreendedorismo (EntreComp).
- Criatividade e Inovação — geração de ideias originais, pensamento divergente.
- Pensamento Crítico — análise, avaliação de evidências, argumentação fundamentada.
- Comunicação — expressar ideias com clareza, adaptar ao público, usar múltiplos formatos.
- Colaboração — trabalhar em equipa, escutar, negociar, gerir conflitos.
(Aprofundamento detalhado de cada competência na secção «Metodologias em detalhe».)
Bloco 4 — Standards e frameworks
OCDE 2030, Taxonomia de Bloom, STEAM/Interdisciplinaridade.
23. Secção «Tarefa»: o que vai produzir
Cerca de 30 opções organizadas em sete grupos:
- Diferenciação e Adaptação (5 opções);
- Fichas e Exercícios (4 opções);
- Avaliação (5 opções);
- Planificação (4 opções);
- Recursos Pedagógicos (4 opções);
- Feedback e Acompanhamento (3 opções);
- Pedagogia Inovadora (8 opções).
- Não cole textos extensos protegidos por direitos de autor;
- Não cole produções de alunos identificáveis;
- Não cole RTP, PEI, conteúdos de saúde.
24. Secção «Formato de Saída»
Três campos:
- Formato: 11 opções (texto corrido, lista, tabela, ficha, grelha, rubrica, guião, esquema, slides, flashcards);
- Tom: 4 registos (profissional/claro, formal/técnico, acessível/simples, objetivo/direto);
- Extensão: 5 escalões (de muito curto a extenso).
25. Secção «Otimização da Prompt»
Quatro técnicas básicas
- Pensa passo a passo — útil em problemas complexos;
- Apresenta alternativas — 2-3 variantes para escolher;
- Justifica as escolhas — explicação pedagógica;
- Faz perguntas de clarificação — em vez de inventar.
Verbalized Learning
Técnica avançada que pede ao modelo para gerar várias alternativas, avaliá-las e devolver a melhor:
- K (3-8): número de alternativas;
- Perfil de avaliação: Analítico, Pedagógico, Criativo, Minimalista;
- Apresentação: apenas a melhor ou todas com scores.
26-27. Exemplos pré-configurados, saídas e integrações
O EduPrompt inclui cerca de 35 exemplos pré-configurados que cobrem Português, DUA aplicado, Verbalized Learning, várias disciplinas, pré-escolar e educação especial.
Saídas disponíveis
- Copiar para clipboard;
- Gravar localmente (nome automático Disciplina_Ano_Tarefa_Data.txt);
- Abertura direta: ChatGPT, Copilot, Gemini, Claude;
- Plataformas educativas: Microsoft 365, Google Classroom.
- ChatGPT (OpenAI) OpenAI
- Microsoft Copilot Microsoft
- Gemini (Google) Google
- Claude (Anthropic) Anthropic
Parte IV — Aplicação pedagógica
Esta parte apresenta o fluxo de trabalho recomendado e três casos práticos detalhados (um por ciclo).
28. Fluxo de trabalho em 5 passos
- Definir a intenção pedagógica — conteúdo, momento, perfil da turma, produto, tempo.
- Construir a prompt — Contexto → Planificação → Tarefa/Conteúdo → Medidas → PLNM → Adaptações → Abordagens → Formato → Otimização.
- Verificar a prompt — completude, ausência de dados pessoais, coerência interna.
- Enviar e ler com olhar crítico — aplicar a lista de verificação do Cap. 10.
- Adaptar e arquivar — corrigir, completar, encurtar; documentar para reutilização.
Pratique a iteração: peça correções específicas, expansões, simplificações. A IA é um assistente conversacional, não um oráculo.
29. Três casos práticos por ciclo
Caso 1 — 1.º ciclo (Estudo do Meio, 3.º ano)
Cenário: turma com 22 alunos (1 PLNM A2, 2 ACNS, 1 altas capacidades). Unidade «À descoberta dos seres vivos».
Configuração: Estudo do Meio · 3.º ano · MU(a,b,c) · MS(b) · PLNM A2 · Cooperativa · Pensamento Crítico · Ficha diferenciada (3 níveis) · Ficha formatada · Médio · Acessível.
Caso 2 — 2.º ciclo (HGP, 5.º ano)
Cenário: sequência de 4 aulas sobre «Os primeiros povos na Península Ibérica», 26 alunos.
Configuração: HGP · 5.º ano · 4 aulas · MU(a,d) · PLNM B1 · ABP + Cooperativa + FCL(Investigar, Criar, Apresentar) · Planificar sequência didática.
Caso 3 — 3.º ciclo (TIC, 8.º ano)
Cenário: projeto interdisciplinar TIC + Cidadania sobre cidadania digital, 28 alunos.
Configuração: TIC · 8.º ano · 6 aulas · MU(a,c,d) · ABP + FCL(Investigar, Criar, Apresentar, Trocar) + Pensamento Crítico + Comunicação + Colaboração + Literacia Digital + Bloom (níveis superiores) + STEAM · Criar projeto interdisciplinar.
30. Avaliação crítica do output
Dimensão pedagógica
- Adequado ao ano e ao perfil da turma?
- Trabalha efetivamente os descritores das AE?
- A diferenciação está concretizada?
- Respeita as medidas selecionadas?
Dimensão científica
- Conceitos corretos?
- Datas, nomes, citações exatos?
- Soluções de exercícios corretas?
Dimensão linguística
- Português europeu?
- Sem brasileirismos?
- Acordo Ortográfico em vigor?
Os modelos são treinados em corpora dominados pelo português do Brasil. Mesmo quando instruídos para PT-PT, podem deixar passar «você», «celular», «trem», gerúndio continuativo. Releia sempre.
31-32. Refinamento iterativo e erros comuns
Tipos de pedido
- Encurtar, expandir, simplificar, reformular, corrigir, reformatar, garantir PT-PT.
Erros comuns
- Excesso de seleções (medidas, abordagens, standards);
- Conteúdo demasiado pobre;
- Confiar cegamente no output;
- Inconsistência interna;
- Inserir dados pessoais;
- Não arquivar prompts úteis;
- Substituir o juízo profissional.
Parte V — Recursos
33-36. Glossários e referências
Veja os glossários completos na secção Glossários e a legislação em Legislação e normativos.
A integração de IA generativa em educação é um campo em rápida evolução. Recomenda-se a participação em formações contínuas certificadas, em comunidades de prática e em redes profissionais de docentes.
Metodologias e Quadros Pedagógicos em Detalhe
Aprofundamento de cada metodologia ativa, quadro pedagógico e standard internacional disponíveis no EduPrompt, com hiperligações para fontes oficiais e recursos académicos.
📋 Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP / PBL)
Metodologia em que os alunos investigam questões autênticas e produzem um produto final visível para uma audiência real. Distingue-se da mera «realização de trabalhos» pela presença de questão geradora desafiante, voz dos alunos, processo de investigação rigoroso e produto público.
Características essenciais (segundo PBLWorks/Buck Institute)
- Conhecimento e competências-chave alinhados com o currículo;
- Desafio autêntico ou problema com significado real;
- Investigação contínua ao longo de várias sessões;
- Voz e escolha dos alunos;
- Reflexão sobre o processo;
- Crítica e revisão entre pares;
- Produto público apresentado a audiência real.
- PBLWorks — Gold Standard PBL Buck Institute Quadro de referência internacional sobre ABP de qualidade.
- Edutopia — Project-Based Learning Edutopia
- DGE — Projetos interdisciplinares DGE
🔁 Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom)
Modelo proposto por Bergmann e Sams em que o conteúdo é estudado autonomamente em casa (vídeo, leitura) e o tempo de aula é dedicado a aplicação, discussão e aprofundamento. Permite diferenciação efetiva: cada aluno avança ao seu ritmo no estudo prévio, e na aula recebe apoio personalizado.
Quatro pilares (FLIP)
- Flexible Environment — espaços e tempos flexíveis;
- Learning Culture — aluno no centro;
- Intentional Content — escolha intencional do que vai para vídeo e do que fica para a aula;
- Professional Educator — papel ativo e atento do docente.
🎨 Design Thinking
Processo criativo, popularizado pela Stanford d.school e pela IDEO, que aplica métodos de design à resolução de problemas. Cinco fases não-lineares:
- Empatizar — compreender as pessoas afetadas;
- Definir — formular o problema central;
- Idear — gerar muitas soluções possíveis;
- Prototipar — criar versão tangível e simplificada;
- Testar — recolher feedback e iterar.
🤝 Aprendizagem Cooperativa
Trabalho em pequeno grupo estruturado, distinto do mero «trabalho de grupo». Os irmãos Johnson identificaram cinco elementos essenciais:
- Interdependência positiva — o sucesso de um depende dos outros;
- Responsabilidade individual — cada um responde pela sua parte;
- Interação face a face — encorajamento mútuo;
- Competências sociais — escutar, negociar, gerir conflitos;
- Avaliação grupal — refletir sobre o funcionamento.
Estruturas cooperativas conhecidas: Jigsaw (puzzle), Think-Pair-Share, Numbered Heads Together, Round-Robin.
🚀 Future Classroom Lab (FCL)
Iniciativa da European Schoolnet que organiza a sala de aula em seis zonas de aprendizagem complementares, cada uma correspondendo a uma intenção pedagógica:
- Investigar (Investigate) — pesquisa autónoma, descoberta;
- Criar (Create) — produção, multimédia, abordagem maker;
- Apresentar (Present) — comunicação, audiência, feedback;
- Interagir (Interact) — participação ativa, dispositivos individuais;
- Trocar (Exchange) — colaboração, brainstorming;
- Desenvolver (Develop) — informal, autodirigida, reflexão.
- FCL — Site oficial (European Schoolnet) EUN
- FCL — Learning Zones (descrição das 6 zonas) EUN
- DGE — Future Classroom Lab Portugal DGE Adaptação portuguesa e rede nacional FCL.
♿ Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA / UDL)
Quadro desenvolvido pelo CAST (Center for Applied Special Technology). Três princípios e nove diretrizes (versão 3.0, 2024):
Princípio 1 — Múltiplos meios de envolvimento (o «porquê»)
- Boas-vindas e interesse;
- Esforço sustentado e persistência;
- Regulação emocional.
Princípio 2 — Múltiplos meios de representação (o «o quê»)
- Perceção;
- Linguagem e símbolos;
- Construção de conhecimento.
Princípio 3 — Múltiplos meios de ação e expressão (o «como»)
- Interação;
- Expressão e comunicação;
- Função executiva e estratégica.
🧠 Taxonomia de Bloom (revista)
Classificação hierárquica de objetivos cognitivos, originalmente proposta por Benjamin Bloom em 1956 e revista por Anderson e Krathwohl em 2001. Seis níveis (do mais simples ao mais complexo):
- Lembrar — recordar, reconhecer;
- Compreender — interpretar, exemplificar, resumir;
- Aplicar — executar, implementar;
- Analisar — diferenciar, organizar, atribuir;
- Avaliar — verificar, criticar;
- Criar — gerar, planear, produzir.
Trabalhar nos «níveis superiores» (Analisar, Avaliar, Criar) é fundamental para evitar uma educação centrada apenas na memorização.
🧭 OCDE — Future of Education and Skills 2030
Projeto da OCDE que propõe uma Learning Compass 2030: bússola que guia os alunos perante incerteza. Conceitos centrais:
- Agência do aluno — capacidade de definir objetivos e atuar para os alcançar;
- Co-agência — colaboração com pares, professores, comunidade;
- Ciclo AAR — Antecipação, Ação, Reflexão.
💻 DigComp — Quadro Europeu de Competência Digital
Quadro publicado pelo Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia. Versão atual: DigComp 2.2 (2022). Cinco áreas:
- Literacia da informação e dos dados;
- Comunicação e colaboração;
- Criação de conteúdos digitais;
- Segurança;
- Resolução de problemas.
Existe também o DigCompEdu, dirigido a competências digitais dos educadores.
🚀 EntreComp — Quadro Europeu de Competência Empreendedora
Quadro publicado pelo JRC com três áreas e quinze competências:
- Ideias e oportunidades: identificar oportunidades, criatividade, visão, valor das ideias, pensamento ético e sustentável;
- Recursos: autoconhecimento e autoeficácia, motivação e perseverança, mobilizar recursos, literacia financeira, mobilizar outros;
- Em ação: tomar a iniciativa, planear e gerir, lidar com a ambiguidade e o risco, trabalhar com outros, aprender pela experiência.
🔬 STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática
Abordagem interdisciplinar que integra Ciência (S), Tecnologia (T), Engenharia (E), Artes (A) e Matemática (M) em projetos autênticos. A inclusão das Artes (passagem de STEM para STEAM) reconhece que a criatividade, o pensamento divergente e a sensibilidade estética são essenciais para a inovação.
Princípios STEAM: integração de disciplinas, problemas autênticos, pensamento de design, criatividade, colaboração, comunicação.
🎮 Gamificação
Aplicação de elementos típicos de jogo (pontos, níveis, desafios, narrativa, recompensas) a contextos não-lúdicos para aumentar a motivação e o envolvimento. Distinta de game-based learning (jogos pedagógicos completos).
Elementos comuns
- Pontuação, níveis e progressão;
- Distintivos (badges) e troféus;
- Tabelas de classificação;
- Narrativa envolvente;
- Desafios e missões;
- Recompensas e feedback imediato.
A gamificação mal desenhada pode reforçar motivação extrínseca e prejudicar a aprendizagem. Use-a para tornar tarefas significativas mais envolventes, não para mascarar tarefas pouco significativas.
Legislação e Normativos Portugueses
Compilação dos diplomas e documentos normativos referenciados no manual e na ferramenta, com hiperligações diretas ao Diário da República e à DGE.
📜 Educação Inclusiva
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho Legislação Regime jurídico da educação inclusiva. Versão consolidada com a Lei n.º 116/2019.
- Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro Legislação Primeira alteração ao DL 54/2018.
- DGE — Manual de Apoio à Prática (PDF) DGE Para uma Educação Inclusiva — equidade, participação, valores e progresso.
- DGE — FAQ DL 54/2018 (PDF v.8a) DGE
📜 Currículo dos ensinos básico e secundário
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho Legislação Currículo dos ensinos básico e secundário, princípios orientadores da avaliação.
- Despacho n.º 6605-A/2021, de 6 de julho Legislação Aprendizagens Essenciais.
- Despacho n.º 6478/2017, de 26 de julho Legislação Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
- Portaria n.º 29/2024, de 31 de janeiro Legislação Avaliação dos alunos do ensino básico.
📜 Pré-escolar e PLNM
- DGE — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) DGE
- DGE — Português Língua Não Materna (página) DGE
- Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro Legislação Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar.
📜 Proteção de dados
- Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD Regulamento UE
- Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto Legislação Execução do RGPD na ordem jurídica nacional.
- CNPD — Comissão Nacional de Proteção de Dados CNPD
📜 Inteligência Artificial — Regulamento Europeu
- Regulamento (UE) 2024/1689 — AI Act Regulamento UE Regulamento da Inteligência Artificial. Aplicação faseada desde 2024.
- AI Act Explorer UE Recurso interativo para navegar o Regulamento.
Glossários
🤖 Glossário de termos de IA
| Termo | Definição |
|---|---|
| Alucinação | Produção de informação fabricada apresentada com aparência fluente e segura. Pode incluir factos inventados, citações inexistentes, datas erradas ou referências falsas. |
| Aprendizagem profunda (deep learning) | Sub-área da aprendizagem automática baseada em redes neuronais com múltiplas camadas; sustenta os atuais LLM. |
| Chatbot | Aplicação que dialoga em linguagem natural; em IA generativa, é a interface visível dos modelos de linguagem. |
| Contexto / Janela de contexto | Quantidade de texto (tokens) que o modelo consegue processar de uma só vez. |
| Corpus | Conjunto de textos utilizados para treinar um modelo de linguagem. |
| Embedding | Representação numérica vetorial de palavras, frases ou documentos, usada para comparar significado. |
| Few-shot prompting | Técnica em que se incluem alguns exemplos no início da prompt para orientar o estilo ou formato pretendido. |
| Fine-tuning | Treino adicional de um modelo já existente com um conjunto de dados específico, para o adaptar a uma tarefa. |
| IA generativa | Categoria de IA cujos sistemas produzem conteúdos novos a partir de uma instrução. |
| Inferência | Processo de geração de uma resposta por um modelo já treinado, em resposta a uma prompt. |
| LLM (Large Language Model) | Modelo de linguagem de grande escala — base dos chatbots de IA generativa de texto. |
| Modelo de linguagem | Sistema estatístico que prevê a probabilidade de uma sequência de palavras. |
| Multimodal | Modelo capaz de processar e/ou gerar mais do que um tipo de conteúdo. |
| Parâmetros | Variáveis aprendidas durante o treino. Os modelos atuais têm centenas de milhares de milhões. |
| Prompt | Instrução escrita que o utilizador envia ao modelo de IA. A qualidade da resposta depende criticamente da qualidade da prompt. |
| Prompt engineering | Disciplina dedicada ao desenho eficaz de prompts. |
| RAG (Retrieval Augmented Generation) | Arquitetura em que o modelo consulta uma base documental antes de responder. |
| Role-prompting | Técnica em que se atribui ao modelo um papel («És um professor experiente de...»). É a estratégia que o EduPrompt usa por defeito. |
| Temperatura | Parâmetro que controla a aleatoriedade da resposta. Mais baixa → mais determinística; mais alta → mais criativa. |
| Token | Unidade de processamento dos modelos. Aproximadamente 1 token ≈ 4 carateres ou ¾ de palavra em português. |
| Treino (training) | Processo durante o qual um modelo aprende a partir de um corpus de dados. Distingue-se da inferência. |
| Verbalized Learning | Técnica em que o modelo gera várias alternativas, avalia-as e devolve a melhor. Disponível na secção «Otimização» do EduPrompt. |
| Zero-shot prompting | Pedir ao modelo que execute uma tarefa sem fornecer exemplos prévios. |
📚 Glossário pedagógico
| Termo | Definição |
|---|---|
| ABP | Aprendizagem Baseada em Projetos. Metodologia ativa em que os alunos investigam questões autênticas e produzem um produto final visível. |
| ACNS | Adaptações Curriculares Não Significativas. Medida seletiva (DL 54/2018, Art.º 9.º, b) que adapta o acesso ao currículo sem comprometer aprendizagens essenciais. |
| ACS | Adaptações Curriculares Significativas. Medida adicional (DL 54/2018, Art.º 10.º, b) que introduz outros objetivos e conteúdos. |
| AE | Aprendizagens Essenciais. Documento curricular que define, por disciplina e ano, os conhecimentos, capacidades e atitudes a desenvolver. |
| Bloom (Taxonomia) | Classificação hierárquica de objetivos cognitivos: lembrar, compreender, aplicar, analisar, avaliar, criar. |
| Cidadania e Desenvolvimento | Componente curricular obrigatória dos ensinos básico e secundário em Portugal. |
| DigComp | Quadro Europeu de Competência Digital para Cidadãos. Cinco áreas (literacia da informação, comunicação, criação de conteúdos, segurança, resolução de problemas). |
| DL 54/2018 | Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — regime jurídico da educação inclusiva. |
| DUA | Desenho Universal para a Aprendizagem. Quadro do CAST com três princípios: representação, ação e expressão, envolvimento. |
| EMAEI | Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva. Estrutura prevista no DL 54/2018 (Art.º 12.º). |
| EntreComp | Quadro Europeu de Competência Empreendedora. Três áreas (ideias e oportunidades, recursos, ação). |
| FCL | Future Classroom Lab. Iniciativa da European Schoolnet com seis zonas de aprendizagem. |
| Medidas Adicionais | Nível mais intensivo de medidas de suporte (DL 54/2018, Art.º 10.º). |
| Medidas Seletivas | Medidas para alguns alunos (DL 54/2018, Art.º 9.º), com decisão da EMAEI. |
| Medidas Universais | Medidas aplicáveis a todos os alunos (DL 54/2018, Art.º 8.º). |
| OCEPE | Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. |
| PASEO | Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória — define dez áreas de competências. |
| PEI | Programa Educativo Individual. Documento que orienta o percurso escolar de alunos com medidas adicionais. |
| PIT | Plano Individual de Transição. Documento obrigatório a partir dos 15 anos para alunos com ACS. |
| PLNM | Português Língua Não Materna. Níveis QECRL de A0 a C1. |
| QECRL | Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas. Seis níveis (A1, A2, B1, B2, C1, C2). |
| Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) | Documento previsto no DL 54/2018 que fundamenta a aplicação de medidas seletivas e adicionais. |
| STEAM | Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — abordagem que integra estas áreas em projetos autênticos. |
| TEACCH | Treatment and Education of Autistic and related Communication-handicapped Children — metodologia de ensino estruturado para alunos com PEA. |