Máscaras que libertam – 5.º C, D, E, F e G
No âmbito da celebração do Carnaval, enquanto manifestação do património cultural imaterial português, as disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica desenvolveram uma atividade conjunta com as turmas do 5.º C, 5.º D, 5.º E, 5.º F e 5.º G, centrada na máscara como símbolo cultural, artístico e identitário. Partindo da ideia ancestral de “esconder o rosto para ser outro”, os alunos exploraram o significado profundo das máscaras de Carnaval, que ao longo da história garantiram anonimato e igualdade social, tornando-se símbolos de mistério, liberdade, luxo e verdadeiro teatro social.
Ao longo do projeto, foi possível compreender como o uso das máscaras evoluiu do ritual ao espetáculo, do sagrado ao festivo, do medo e do mistério ao riso e à liberdade, mantendo, apesar das diferenças culturais, uma essência comum: ao ocultar o rosto, a máscara liberta quem somos ou quem desejamos ser. Esta força visual e simbólica influenciou desfiles e tradições festivas um pouco por todo o mundo e, em Portugal, está profundamente ligada à cultura popular e rural, destacando-se figuras emblemáticas como os Gigantones e Cabeçudos de Vila Real e os Caretos de Podence e de Lazarim, expressões vivas de identidade local e celebração coletiva.
Os alunos aprofundaram o conhecimento sobre a história, a simbologia e o valor cultural destas tradições, refletindo sobre a importância da sua preservação enquanto património. Paralelamente, exploraram conceitos de bi e tridimensionalidade, através da construção de máscaras tridimensionais, partindo de uma base de cartão branco que foi transformada, alterada e reinventada. Inspirados nas figuras tradicionais e na imaginação, recorreram a materiais reciclados e reutilizados, experimentaram técnicas e deram asas à criatividade e à expressividade artística.
Este projeto revelou-se uma experiência educativa rica e significativa, ao unir arte, património e sustentabilidade, sensibilizando os alunos para o respeito pelo passado, a valorização da identidade cultural e a necessidade de práticas responsáveis no presente. Um verdadeiro exercício de criação consciente, onde tradição e inovação caminharam lado a lado, celebrando o Carnaval como espaço de liberdade, imaginação e expressão cultural.
Professora Rute Casteleira





















































































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